Entre os dias 25 e 28 de março de 2026, o Centro de Convenções de João Pessoa recebe o II Congresso Nordeste Transplantes, um dos principais eventos científicos voltados para a área de transplantes no Brasil. O encontro deve reunir cerca de dois mil profissionais de saúde de toda a região para discutir protocolos, avanços técnicos e políticas públicas voltadas ao fortalecimento da rede de doadores.
De acordo com informações do Governo da Paraíba, a capital paraibana foi escolhida como sede por unanimidade durante uma votação realizada na edição anterior, em Salvador. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Central Estadual de Transplantes são as responsáveis pela organização local, em parceria direta com o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), rede do Ministério da Saúde que coordena a política de transplantes no país.
Qual é o objetivo principal do congresso em João Pessoa?
O evento busca integrar profissionais e gestores para otimizar os processos de doação de órgãos no Nordeste. A programação científica é robusta, contando com a submissão de 288 trabalhos que refletem a produção técnica e as experiências acadêmicas desenvolvidas pelas equipes de saúde regionais. Dentre esses estudos, oito foram selecionados para apresentação oral, enquanto o restante será exposto em formato de pôsteres durante os quatro dias de atividades.
A Paraíba chega ao congresso com números expressivos para compartilhar com os demais estados. No último ano, o estado destacou-se pela doação de 16 corações e obteve o feito de zerar a lista de espera para transplantes cardíacos em seu sistema estadual. Esse desempenho coloca o território paraibano em uma posição de referência para discussões sobre gestão de filas e eficácia de captação de órgãos.
Quais são os destaques da programação científica?
A agenda começou com cursos pré-congresso focados na capacitação técnica imediata, abordando temas sensíveis como a perfusão de órgãos e o gerenciamento da comunicação em situações críticas. Tais treinamentos visam preparar as equipes para lidar com o acolhimento familiar e os procedimentos técnicos necessários para garantir a viabilidade dos órgãos doados.
As palestras principais contarão com a participação de autoridades como Patrícia Freire, coordenadora-geral do Sistema Nacional de Transplantes. Os debates abordarão tópicos fundamentais para a evolução da medicina transplantadora no Brasil, tais como:
- Estratégias para a busca ativa de potenciais doadores em unidades hospitalares;
- Métodos inovadores para reduzir as filas de espera por órgãos;
- Otimização do aproveitamento de órgãos em transplantes de fígado e coração;
- Gestão de qualidade e indicadores de desempenho nos serviços estaduais.
Como a Paraíba tem atuado na área de transplantes?
O estado apresentará um painel dedicado exclusivamente às suas experiências nos transplantes de rim, fígado, córnea e coração. A meta é demonstrar como a articulação entre a rede hospitalar e a central de transplantes permitiu o avanço nos índices de doação. Além das questões puramente médicas, o congresso também abrirá espaço para debater inovação tecnológica e estratégias de comunicação social para incentivar a população a declarar-se doadora.
A realização do II Congresso Nordeste Transplantes reafirma o compromisso das instituições de saúde com a transparência e a melhoria contínua dos processos. Com a troca de conhecimentos entre especialistas de diversos estados, o evento busca fortalecer a rede pública de transplantes e qualificar o atendimento aos pacientes que aguardam por esse tipo de procedimento.



