O ministro das Cidades, Jader Filho, realizou uma vistoria técnica na segunda-feira, 23 de março de 2026, no município de Marituba, no Pará, para avaliar os danos causados pelas fortes chuvas e pelo transbordamento do rio Uriboca. O objetivo da visita é elaborar um relatório técnico que servirá de base para a liberação de recursos do Governo Federal destinados a obras de infraestrutura, prevenção de desastres e reconstrução de moradias na região metropolitana de Belém. Marituba integra essa região metropolitana, área estratégica para a circulação de pessoas e serviços no entorno da capital paraense.
De acordo com informações da Radioagência Nacional, o volume de chuvas registrado na região superou significativamente as expectativas meteorológicas, resultando em graves transtornos para a população local e danos severos ao patrimônio público e privado.
Qual é a situação das famílias atingidas em Marituba?
A Defesa Civil do Estado do Pará foi mobilizada para prestar assistência imediata a 27 famílias que ficaram desabrigadas em decorrência do temporal. Além disso, estima-se que pelo menos 300 pessoas estejam desalojadas, tendo buscado abrigo em residências de familiares ou amigos. O coordenador da Defesa Civil Estadual, Jayme Beijó, destacou que a situação em Marituba é a que exige maior atenção no momento, apesar de outros municípios também enfrentarem dificuldades climáticas.
Beijó explicou que um gabinete de crise foi instalado para coordenar as ações de socorro e levantamento de danos. Segundo o coordenador, o trabalho é realizado em conjunto com as autoridades municipais para garantir a segurança dos moradores.
Estamos com uma estratégia, temos um gabinete de crise instalado lá, né, com a equipe fazendo o levantamento. Já estamos com a logística transportando algumas famílias para escolas, né, num trabalho de colaboração com a gestão local, com a prefeita.
Como está o cenário em outras cidades do Pará?
Embora o foco principal da ajuda federal e estadual esteja concentrado em Marituba, outras localidades também registram ocorrências relevantes. Em Marabá, no sudeste do Pará, sete famílias estão desabrigadas e outras 23 desalojadas, mas a situação é considerada estável pelas autoridades. Já em Capitão Poço, no nordeste paraense, a prefeitura decretou estado de emergência no sábado, 21 de março de 2026. Há relatos preocupantes de um homem que teria sido arrastado pelas águas na cidade.
As ações em Capitão Poço incluem vistorias detalhadas em pontes que apresentaram danos estruturais e a distribuição de mantimentos. A Secretaria Municipal de Assistência Social local iniciou a entrega de roupas e alimentos para as vítimas das inundações. As equipes técnicas continuam monitorando o nível dos rios e a estabilidade das construções afetadas para evitar novos incidentes.
Quais são os próximos passos do Ministério das Cidades?
A partir dos dados coletados durante a vistoria de Jader Filho, o Ministério das Cidades deverá definir o montante de investimentos necessários para a recuperação das áreas atingidas. As prioridades listadas pela pasta e pelo governo paraense incluem ações emergenciais e estruturantes:
- Reconstrução de unidades habitacionais para famílias que perderam suas casas;
- Obras de drenagem urbana para mitigar novos transbordamentos do rio Uriboca;
- Recuperação de pontes e vias públicas danificadas pela força das águas;
- Reforço na infraestrutura de prevenção de desastres naturais.
O apoio federal é visto como fundamental para que os municípios de pequeno e médio porte consigam restabelecer os serviços essenciais e garantir a segurança dos moradores diante da continuidade do período chuvoso na região amazônica. A expectativa é que o cronograma de liberação de verbas seja agilizado após a conclusão dos laudos técnicos da Defesa Civil.
