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Jacutingas criadas no INMA serão reintroduzidas na natureza em 2026

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Vinte e cinco jacutingas, aves ameaçadas de extinção, serão reintroduzidas na natureza em 2026. Criadas no Zoológico do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), elas fazem parte de um projeto de reprodução assistida iniciado em 2023. O INMA é uma instituição de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com sede em Santa Teresa, no Espírito Santo. Fonte original.

Por que a jacutinga está ameaçada?

De acordo com o Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a jacutinga (Aburria jacutinga) possui menos de 2,5 mil indivíduos adultos no Brasil. A espécie é nativa da Mata Atlântica, bioma que se estende por boa parte do litoral brasileiro e concentra parte importante da biodiversidade do país.

“Ela é encontrada apenas na Mata Atlântica. No Brasil, a espécie vivia do sul da Bahia até o Paraná, mas já não é mais vista na Bahia, no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. Hoje, só a vemos nos estados de São Paulo e de Minas Gerais em projetos de reintrodução da ave na natureza”,

explica a ornitóloga Flávia Chaves, do INMA.

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Como foi o processo de reprodução?

Desde a chegada das aves ao Zoológico do INMA, já nasceram 28 jacutingas.

“Quando as primeiras chegaram, percebemos que elas estavam saudáveis e desempenhando comportamentos típicos de período reprodutivo, como oferta de alimento no bico dos machos para as fêmeas, além de fêmeas abrindo a cauda no formato de um leque”,

conta Flávia. Com uma dieta balanceada e monitorada, as aves formaram um grupo coeso.

Qual é o impacto do projeto?

Para a pesquisadora, o projeto vai além da reintrodução.

“O projeto com as jacutingas não foca apenas em produzir indivíduos para serem introduzidos na natureza. Essa é apenas uma etapa. Mantemos indivíduos em segurança, permitindo o manejo de genes para aumentar a variabilidade genética, assim como nos aproximarmos da sociedade, explicando sobre a importância da ciência, do papel de um zoológico, de uma instituição de pesquisa e de como diminuir as ameaças que fazem com que a ave deixe de existir”,

finaliza Flávia.

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