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Itaipu Binacional: Haddad, Rui Costa e Gleide Andrade deixam conselho no ano eleitoral

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Vibrant view of the Itaipu Dam showcasing renewable energy infrastructure across Brazil and Paraguay.
Vibrant view of the Itaipu Dam showcasing renewable energy infrastructure across Brazil and Paraguay. Foto: Saplak — Pexels License (livre para uso)

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, determinou, no início de abril de 2026, mudanças significativas na cúpula de uma das mais importantes empresas de energia do país. O mandatário oficializou a exoneração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e da dirigente Gleide Andrade dos postos que ocupavam como conselheiros da Itaipu Binacional, usina gerida em parceria entre Brasil e Paraguai.

De acordo com informações da Megawhat, os atos presidenciais que formalizam a saída do trio foram publicados no Diário Oficial da União (DOU). As publicações ocorreram de forma dividida, com decretos editados nas edições de 1º e 2 de abril de 2026. A manobra administrativa tem motivação estritamente política e atende ao prazo de desincompatibilização estipulado pelo calendário eleitoral vigente.

A saída do conselho de administração da usina hidrelétrica faz parte de uma estratégia articulada para liberar os nomes para as disputas nas urnas nas eleições gerais de outubro deste ano. As regras da Justiça Eleitoral exigem o afastamento de cargos públicos e conselhos de estatais, com antecedência de seis meses do pleito, para a homologação de candidaturas. Neste cenário, Gleide Andrade, que exerce a função de secretária nacional de Finanças e Planejamento do Partido dos Trabalhadores (PT), tem o nome cotado para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. As postulações exatas dos ex-conselheiros aguardam confirmações definitivas nas convenções partidárias.

Como fica a composição do conselho da hidrelétrica?

O conselho de administração da Itaipu Binacional, no que diz respeito à margem brasileira, possui uma estrutura fixa estipulada em sete assentos nomeados pelo governo federal. Com a saída simultânea de três de seus membros mais proeminentes devido às articulações eleitorais, o colegiado precisará passar por uma recomposição para voltar ao seu número completo de conselheiros. Até que novas nomeações sejam formalizadas pelo Palácio do Planalto e publicadas no Diário Oficial da União, o grupo operará com os membros que não possuem impedimentos eleitorais neste momento.

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A configuração atual de conselheiros que permanecem na gestão estratégica da empresa de geração de energia elétrica é composta majoritariamente por integrantes do escalão do governo federal. Seguem na função de ditar as diretrizes da margem brasileira:

  • Alexandre Silveira, que comanda o Ministério de Minas e Energia;
  • Mauro Vieira, atual ministro das Relações Exteriores;
  • Esther Dweck, titular do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos;
  • Iggor Gomes Rocha, que também permanece com assento garantido no conselho de administração.

Quais foram as mudanças recentes na diretoria executiva?

O movimento de reestruturação na Itaipu Binacional não se restringe apenas ao conselho de administração. A estrutura executiva da margem brasileira também passou por adequações em seu quadro de liderança recentemente. Atualmente, o cargo de diretor administrativo da estatal é ocupado pelo engenheiro civil e ex-deputado federal Djalma Vando Berger. A chegada do novo executivo visa dar continuidade aos trabalhos de gestão interna e planejamento da parte nacional da hidrelétrica.

A posse de Djalma Vando Berger na diretoria administrativa aconteceu em decorrência de uma transição iniciada no mês de março. Ele assumiu o posto executivo logo após a saída de Iggor Gomes Rocha, que deixou a função diária na diretoria. Rocha acumulava experiência na gestão interna da Itaipu Binacional, tendo ocupado o cargo de diretor administrativo ao longo de três anos ininterruptos. Após esse período na linha de frente executiva, ele encerrou seu ciclo no posto, mas continua ligado à estrutura decisória da empresa estatal atuando como um dos membros do conselho de administração ao lado dos ministros de Estado.

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