Em um cenário de alta nos preços do petróleo, as Forças de Defesa de Israel (FDI) eliminaram Ali Larijani, figura proeminente na política iraniana, nesta sexta-feira (17). A operação ocorreu após semanas de rastreamento, segundo informações do Petronotícias.
Considerado o principal alvo de Israel após a morte de Ali Khamenei, Larijani foi localizado após intensos esforços de inteligência. Fontes da defesa israelense revelaram que Larijani adotou diversas precauções para evitar a detecção, mudando constantemente de localização nas últimas duas semanas.
A persistência de Larijani em se manter fora do alcance de Israel demonstra a pressão enfrentada pelos líderes iranianos, similar ao caso do líder nacional da Basij, morto em um esconderijo improvisado. A operação bem-sucedida foi resultado de “capacidades especiais” de rastreamento, combinadas com decisões rápidas do Chefe do Estado-Maior das FDI, Tenente-General Eyal Zamir, e da cúpula política, que autorizaram o envio de caças para uma missão a 1,6 mil quilômetros de distância.
Quais foram as estratégias de Larijani para evitar a detecção?
De acordo com fontes da defesa, Larijani mudava constantemente de localização e adotava medidas para dificultar o rastreamento. Essas ações refletem a pressão sob a qual operam os líderes iranianos.
Qual o impacto da morte de Larijani nas relações EUA-Irã?
Fontes da área de defesa sugerem que a eliminação de Larijani pode auxiliar os EUA em sua estratégia para alcançar objetivos de guerra. Paralelamente, o presidente Donald Trump confirmou ataques dos EUA à ilha iraniana de Kharg, visando infraestrutura militar, mas poupando oleodutos para evitar danos à reconstrução futura.
Qual a situação na Ilha de Kharg após os ataques?
O presidente Trump declarou que os ataques à ilha de Kharg, onde se concentra 90% da exportação de petróleo do Irã, neutralizaram a infraestrutura militar, mas pouparam os oleodutos para facilitar a reconstrução. Apesar da conclusão do objetivo militar, os mercados globais enfrentam instabilidade.
Qual a posição dos EUA em relação ao Estreito de Ormuz?
Trump reiterou o apelo para que outras nações auxiliem no desbloqueio do Estreito de Ormuz, inclusive condicionando ataques à ilha de Kharg à não ameaça aos petroleiros em Ormuz. O Irã respondeu aos ataques com drones e mísseis, fechando o canal que transporta um quinto do petróleo mundial.
Qual a resposta da comunidade internacional ao pedido de ajuda dos EUA?
Diversos aliados dos EUA, como Alemanha, Espanha e Itália, descartaram o envio de navios para desbloquear o Estreito de Ormuz. Outros países, como Grã-Bretanha e Dinamarca, mostraram cautela, enfatizando a necessidade de reduzir a escalada do conflito. A França indicou que provavelmente irá ajudar.

