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Israel destrói ponte no sul do Líbano e amplia ofensiva contra infraestrutura

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Ruínas de uma ponte de concreto parcialmente destruída sobre um rio, em meio a uma paisagem montanhosa e árida.
Foto: pnh / flickr (by)

Israel ampliou neste domingo, 22 de março de 2026, a ofensiva militar no Líbano ao destruir a principal ponte da rodovia costeira que liga o sul ao centro do país, além de intensificar demolições de casas próximas à fronteira. Segundo o governo israelense, a medida busca impedir o deslocamento de combatentes do Hezbollah e de armas na região do rio Litani, enquanto autoridades libanesas e organizações de direitos humanos alertam para o impacto sobre civis e o risco de agravamento da crise humanitária. As novas ações também têm relevância para o Brasil, que mantém uma das maiores comunidades de descendentes de libaneses do mundo e acompanha com atenção a situação de brasileiros e de seus familiares no país. De acordo com informações do Valor Econômico.

A destruição da travessia ocorreu depois de Tel Aviv ordenar que as Forças Armadas atacassem todas as pontes sobre o rio Litani em território libanês. A campanha também passou a incluir a aceleração da demolição de residências em vilarejos próximos à fronteira sul, em uma escalada do conflito envolvendo Israel e o Hezbollah. O rio Litani fica no sul do Líbano e tem importância estratégica por marcar uma faixa sensível nas operações militares e nos acordos de segurança da região.

O que aconteceu no sul do Líbano neste domingo?

O ataque atingiu uma ponte considerada uma das principais rotas de ligação entre o sul e o centro do Líbano. A passagem ficava na rodovia costeira, cruzava áreas agrícolas e sua destruição interrompeu um eixo importante de circulação regional. Mais cedo, um porta-voz militar israelense já havia anunciado que o Exército atacaria a estrutura.

Moradores relataram fuga às pressas após o aviso. A moradora Lama al-Fares, que vive perto do local atingido, descreveu à Reuters a reação da família diante da ameaça de bombardeio.

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“Nossa casa fica bem ao lado da ponte. Ela foi destruída na última guerra e reconstruímos uma estrutura básica para viver. Espero que ainda esteja de pé”, disse ela à Reuters.

Qual foi a justificativa apresentada por Israel?

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que os militares receberam ordens para destruir todas as pontes sobre o rio Litani para impedir a movimentação de combatentes do Hezbollah e de armamentos rumo ao sul. Segundo o texto original, o Exército israelense já havia destruído três pontes no sul do Líbano nos últimos dez dias.

Katz também declarou que as tropas foram instruídas a acelerar a demolição de casas libanesas em vilarejos de linha de frente. Ele comparou a estratégia ao modelo empregado em Beit Hanoun e Rafah, na Faixa de Gaza, onde o Exército criou zonas de segurança após limpar e demolir edifícios próximos à fronteira.

  • Destruição da principal ponte da rodovia costeira no sul do Líbano
  • Ordem para atacar todas as pontes sobre o rio Litani
  • Intensificação da demolição de casas perto da fronteira
  • Justificativa israelense de conter deslocamento do Hezbollah e de armas

Quais foram as reações e os alertas sobre a operação?

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou o bombardeio e afirmou em comunicado que os ataques contra a infraestrutura representam “o prelúdio de uma invasão terrestre”. O rio Litani marca o limite da zona tampão onde o Hezbollah não deveria atuar, segundo o cessar-fogo de 2024 entre os rivais.

Com operações terrestres em andamento, a avaliação citada no texto é que Tel Aviv pode voltar a ocupar a região na prática, como ocorreu entre 1982 e 2000. O chefe de direitos humanos das Nações Unidas também criticou as ações de Israel no Líbano, com ênfase no uso de ordens de evacuação. Em crises no Oriente Médio, o governo brasileiro costuma acompanhar o cenário por meio de sua rede diplomática, o que inclui atenção a eventuais impactos consulares para cidadãos brasileiros na região.

Qual é o impacto humanitário apontado por autoridades e entidades?

Segundo o Ministério da Saúde libanês, os ataques de Israel ao Líbano já mataram mais de 1.000 pessoas, entre elas quase 120 crianças, 80 mulheres e 40 profissionais de saúde. O próprio texto ressalta que as autoridades libanesas não distinguem civis e combatentes nesses números.

O pesquisador da Human Rights Watch no Líbano, Ramzi Kaiss, afirmou à Reuters que o direito internacional exige avaliação dos danos causados a civis em ataques contra infraestrutura como pontes.

“Se todas essas pontes forem destruídas e a região ao sul do Litani ficar isolada do restante do país, o dano aos civis será tão imenso que haverá uma catástrofe humanitária, pois as pessoas que ainda vivem no sul não conseguirão acessar alimentos, medicamentos e outras necessidades básicas”, disse Kaiss.

Kaiss acrescentou que a destruição generalizada de casas no sul do Líbano equivaleria à destruição indiscriminada, o que constituiria crime de guerra. Já o Exército israelense sustenta que realiza manobras terrestres e operações direcionadas contra combatentes do Hezbollah e depósitos de armas, com o argumento de proteger moradores do norte de Israel.

Antes da destruição da ponte, um israelense foi morto dentro de seu carro perto da fronteira com o Líbano, após o que o Exército descreveu como um lançamento vindo do território libanês. De acordo com Tel Aviv, foi a primeira morte de um civil israelense ligada a supostos ataques do Hezbollah. Dois soldados israelenses também morreram, segundo o texto original.

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