Irã reduz para 12 anos a idade mínima para voluntários entrarem na Guarda Revolucionária

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O governo do Irã decidiu reduzir de 14 para 12 anos a idade mínima permitida para os voluntários que desejam ingressar nas fileiras da Guarda Revolucionária, força militar de elite do país. A medida, divulgada pela mídia estatal iraniana na semana de 23 a 29 de março de 2026, tem como objetivo principal reforçar as frentes de apoio logístico e operacional no conflito armado em curso contra os Estados Unidos e Israel.

De acordo com informações do G1 Mundo, o esforço de recrutamento integra uma campanha oficial denominada “Pelo Irã”. O foco desta mobilização governamental é atrair novos membros civis para auxiliar as forças militares regulares em uma série de atividades de suporte, em um cenário em que as hostilidades no Oriente Médio já completam um mês de duração. Para o Brasil, a escalada na região tem relevância por envolver uma área central para o mercado internacional de petróleo, com potencial de afetar preços globais de energia e combustíveis.

Quais são as funções dos jovens voluntários no Irã?

Os menores recrutados para a Guarda Revolucionária não são, segundo os comunicados estatais, enviados diretamente para as linhas de combate armado. A campanha estruturada pelo governo iraniano estabelece que os jovens atuarão no suporte estratégico às tropas oficiais. Entre as principais tarefas designadas aos novos voluntários na atual guerra, destacam-se os seguintes pontos:

  • Realização de patrulhas de rotina para garantir a segurança no país;
  • Monitoramento e atuação em postos de verificação e controle militar;
  • Apoio prático na organização estrutural e na logística de suprimentos.

O porta-voz militar responsável, Rahim Nadali, justificou a drástica alteração na faixa etária do recrutamento apontando para um aumento do interesse civil.

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“Considerando que a idade dos interessados diminuiu e que eles estão pedindo para participar, reduzimos a idade mínima para 12 anos”

declarou Nadali sobre o programa voluntário.

Como estão as negociações entre Teerã e Washington?

No cenário diplomático, a guerra entre as duas potências é marcada por fortes contradições. Na segunda-feira, 30 de março de 2026, o governo iraniano voltou a protestar formalmente contra as propostas enviadas pelos norte-americanos para finalizar o confronto. A postura de Teerã contrasta com as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em entrevista concedida ao jornal “Financial Times” no domingo, 29 de março de 2026, Trump afirmou que as negociações indiretas com a república islâmica — realizadas com mediação do Paquistão — estavam apresentando avanços, sinalizando que um acordo de paz poderia ser fechado rapidamente.

No entanto, Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, contestou a avaliação sobre o progresso nos diálogos. O diplomata classificou as propostas exigidas por Washington como desproporcionais e questionou o grau de seriedade do governo Trump ao conduzir as conversas.

“Não tivemos nenhuma negociação direta com os EUA até o momento. O que houve foram mensagens recebidas por meio de intermediários, indicando o interesse dos EUA em negociar. Não sei quantos, nos EUA, levam a sério a alegada diplomacia americana! O Irã teve sua posição clara desde o início da guerra, ao contrário da outra parte. O que nos foi transmitido foram demandas excessivas e fora da realidade”

afirmou o diplomata Esmail Baghaei.

O que ameaça o avanço da diplomacia na guerra do Oriente Médio?

Além da divergência sobre o status real das conversas mediadas pelo Paquistão, a tensão bilateral sofreu novo agravamento devido às declarações de Donald Trump. O Irã acusa os militares norte-americanos de planejarem uma invasão terrestre em segredo sob a justificativa de querer negociar.

Na mesma entrevista ao “Financial Times”, o líder dos Estados Unidos elevou as pressões militares e comerciais. Trump declarou que as forças armadas do seu país poderiam confiscar as reservas de petróleo no Irã. Além disso, o presidente citou a intenção de tomar a ilha de Kharg, área estratégica responsável por grande parte das exportações de petróleo iraniano. Como o Irã é um dos países relevantes no mercado global de petróleo, ameaças a sua infraestrutura energética têm repercussão internacional e são acompanhadas de perto também por países importadores e exportadores, como o Brasil.

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