As forças armadas do Irã afirmaram nesta sexta-feira, 3 de abril de 2026, ter abatido um segundo avião de combate dos Estados Unidos. A aeronave militar, identificada como um A-10 Thunderbolt II, caiu nas águas do Golfo Pérsico após ser interceptada por sistemas de defesa aérea iranianos próximos ao estreito de Ormuz. O episódio ocorre no mesmo dia em que um caça F-15E americano já havia sido derrubado no sudoeste do território iraniano, elevando o nível de alerta sobre as operações militares na região do Oriente Médio.
De acordo com informações da CNN Brasil, um oficial americano familiarizado com o assunto confirmou que o piloto do avião A-10 conseguiu retirar a aeronave do espaço aéreo iraniano antes de ejetar. O militar foi resgatado com sucesso pelas forças americanas após a queda no mar. Os aviões A-10, também conhecidos pelo apelido de Warthog, são aeronaves de assento único e vêm realizando diversas missões sobre o Irã ao longo das últimas semanas.
Como ocorreu o abate do primeiro caça americano?
Antes da queda do A-10 no Golfo Pérsico, as forças iranianas já haviam reportado a derrubada de uma primeira aeronave dos Estados Unidos. Tratava-se de um caça F-15E, modelo que comporta uma tripulação de duas pessoas: um piloto e um oficial de sistemas de armas posicionado no assento traseiro, conforme relataram os jornais The New York Times e The Wall Street Journal. O avião caiu na região sudoeste do país.
As equipes de busca e resgate conseguiram localizar e salvar um dos tripulantes deste primeiro caça. No entanto, o destino do segundo militar que estava a bordo do F-15E permanece incerto. Em resposta à situação, o governo iraniano iniciou uma caçada pelo sobrevivente em seu território.
De acordo com informações da Jovem Pan, a polícia iraniana chegou a oferecer uma recompensa financeira para quem encontrar o militar desaparecido. A mensagem, transmitida pela televisão estatal do país, foi contundente ao incentivar a população e as autoridades locais a participarem das buscas.
“Se capturarem o ou os pilotos inimigos vivos e os levarem à polícia e às forças armadas, receberão uma recompensa generosa”
O que dizem as autoridades sobre os ataques?
A agência de notícias iraniana Fars noticiou que as forças militares do país lançaram uma operação de buscas intensiva para encontrar o piloto do caça americano atingido mais cedo. A comunicação oficial sobre os abates tem sido amplamente divulgada pelos veículos estatais. A emissora IRIB, citando fontes do exército do país, confirmou a ação contra a segunda aeronave.
“Uma aeronave americana A-10 foi atingida pelos sistemas de defesa aérea e caiu no Golfo Pérsico”
A escalada de tensões foi acompanhada de perto pela imprensa internacional. De acordo com informações do G1, a queda do segundo avião da Força Aérea americana ocorreu na região do Estreito de Ormuz. O escritório de relações públicas do exército iraniano também emitiu um comunicado detalhando a interceptação.
No lado americano, o Comando Central dos Estados Unidos foi procurado para comentar o duplo abatimento de suas aeronaves em um único dia. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, também confirmou os eventos nesta sexta-feira, abordando o posicionamento do presidente americano sobre a crise militar em andamento.
Quais são os desdobramentos dos incidentes militares?
O cenário tático e diplomático atual na região apresenta os seguintes pontos de destaque confirmados pelas fontes:
- Abate de um caça F-15E (dois assentos) no sudoeste do território iraniano.
- Resgate de um tripulante do F-15E, com o segundo militar estadunidense ainda desaparecido.
- Oferta de recompensa em dinheiro pelo governo do Irã para a captura do piloto.
- Abate subsequente de um avião A-10 Thunderbolt II (um assento) próximo ao Estreito de Ormuz.
- Queda do A-10 no mar do Golfo Pérsico e resgate bem-sucedido de seu piloto após ejeção fora do espaço aéreo inimigo.
As missões sobre o território iraniano continuam sendo um ponto de alerta global. O desenrolar das buscas pelo militar desaparecido do F-15E e a resposta oficial de Washington às ações dos sistemas de defesa aérea do país rival devem ditar os próximos passos desta crise no Oriente Médio. Para o Brasil, a instabilidade no Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa grande parte do petróleo mundial — gera alerta, uma vez que a volatilidade internacional no preço do barril pode encarecer o custo dos combustíveis no mercado interno.



