O Irã atacou e incendiou, em 31 de março de 2026, um petroleiro totalmente carregado ao largo de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em meio à escalada do conflito regional e após novos alertas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis ações contra instalações iranianas caso não haja acordo de paz e abertura do Estreito de Ormuz. De acordo com informações da Agência Brasil, o incêndio no navio Al-Salmi foi controlado após um ataque com drones, sem registro de vazamento de óleo nem feridos entre os tripulantes.
O episódio ocorre em uma área sensível para o comércio global de energia. Para o Brasil, tensões no Estreito de Ormuz podem pressionar as cotações internacionais do petróleo, referência relevante para o mercado de combustíveis e para a Petrobras.
Segundo autoridades de Dubai, o petroleiro, de bandeira do Kuwait, teve o casco danificado. A Kuwait Petroleum Corp, proprietária da embarcação, confirmou os danos. O ataque é descrito como o episódio mais recente contra navios mercantes no Estreito de Ormuz desde que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro.
O que se sabe sobre o navio atingido?
Dados de monitoramento citados no texto original indicam que o Al-Salmi seguia para Qingdao, na China, transportando 1,2 milhão de barris de petróleo saudita e 800 mil barris de petróleo kuwaitiano. O navio-tanque tem capacidade para cerca de 2 milhões de barris de petróleo.
As autoridades informaram que, apesar do incêndio, não houve derramamento de óleo. A ausência de vazamento reduziu, ao menos inicialmente, o impacto ambiental direto do episódio, mas o ataque reforçou o risco para a navegação comercial em uma das rotas energéticas mais importantes do mundo.
O Al-Salmi era o alvo do ataque?
De acordo com a reportagem, essa possibilidade ainda é incerta. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que tinha como alvo um navio de contêineres no Golfo por causa de seus laços com Israel. No entanto, os dados de navegação indicavam que a referência parecia ser ao Haiphong Express, de bandeira de Cingapura, que estava ancorado ao lado do Al-Salmi.
Se essa avaliação estiver correta, o petroleiro kuwaitiano pode não ter sido o alvo pretendido da ação. Ainda assim, o caso amplia a preocupação com a segurança das embarcações civis e comerciais que transitam pela região.
Como o ataque afeta o conflito e o mercado de energia?
O conflito, em curso há um mês segundo o texto original, tem se espalhado pela região, com impactos sobre o fornecimento de energia e temor de consequências mais amplas para a economia global. Após o ataque ao navio-tanque, os preços do petróleo voltaram a subir brevemente.
O Estreito de Ormuz, entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é uma hidrovia vital para o escoamento de petróleo do Oriente Médio. Por isso, novos ataques na área aumentam a pressão sobre governos, empresas de transporte marítimo e compradores de energia.
Para o leitor brasileiro, a relevância está no efeito potencial sobre o preço internacional do barril, que pode influenciar custos de combustíveis e fretes, ainda que o impacto final no país dependa de fatores como câmbio e política comercial das distribuidoras.
- O ataque ocorreu ao largo de Dubai.
- O incêndio foi controlado, segundo autoridades locais.
- Não houve vazamento de óleo nem feridos na tripulação.
- O casco do navio sofreu danos, segundo a proprietária.
- O episódio elevou novamente a tensão sobre o Estreito de Ormuz.
Quais foram as reações diplomáticas após o episódio?
Com os ataques sem sinais de trégua, o Paquistão tenta mediar a guerra. O ministro das Relações Exteriores do país, Ishaq Dar, deve discutir o conflito durante visita à China, após conversas com Turquia, Egito e Arábia Saudita, conforme a reportagem.
A China, descrita como um dos aliados mais próximos do Irã e maior compradora do petróleo iraniano, renovou o apelo para que todos os lados interrompam as operações militares. O país também informou que três navios chineses foram recentemente autorizados a navegar pelo Estreito de Ormuz.
O que disseram Irã, Estados Unidos e União Europeia?
Segundo o texto, o Irã afirma ter recebido propostas de paz dos Estados Unidos por meio de intermediários, mas um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores classificou essas propostas como
“irrealistas, ilógicas e excessivas”
.
Após essa declaração, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos estavam negociando com um
“regime mais razoável”
, em referência aos líderes iranianos que substituíram os mortos na guerra. Ele também advertiu que os EUA destruiriam usinas de energia, poços de petróleo e a ilha de Kharg se um acordo não fosse alcançado em breve e se o estreito não fosse reaberto. Já o chefe de energia da União Europeia alertou os países do bloco para uma
“interrupção prolongada”
nos mercados de energia.



