Irã ataca petroleiro perto de Dubai após novos alertas de Donald Trump - Brasileira.News
Início Internacional Oriente Médio Irã ataca petroleiro perto de Dubai após novos alertas de Donald Trump

Irã ataca petroleiro perto de Dubai após novos alertas de Donald Trump

0
7
Petroleiro navegando em águas abertas com fumaça saindo de uma das seções do convés após possível explosão.
Reprodução / agenciabrasil.ebc.com.br

O Irã atacou e incendiou, em 31 de março de 2026, um petroleiro totalmente carregado ao largo de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em meio à escalada do conflito regional e após novos alertas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis ações contra instalações iranianas caso não haja acordo de paz e abertura do Estreito de Ormuz. De acordo com informações da Agência Brasil, o incêndio no navio Al-Salmi foi controlado após um ataque com drones, sem registro de vazamento de óleo nem feridos entre os tripulantes.

O episódio ocorre em uma área sensível para o comércio global de energia. Para o Brasil, tensões no Estreito de Ormuz podem pressionar as cotações internacionais do petróleo, referência relevante para o mercado de combustíveis e para a Petrobras.

Segundo autoridades de Dubai, o petroleiro, de bandeira do Kuwait, teve o casco danificado. A Kuwait Petroleum Corp, proprietária da embarcação, confirmou os danos. O ataque é descrito como o episódio mais recente contra navios mercantes no Estreito de Ormuz desde que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro.

O que se sabe sobre o navio atingido?

Dados de monitoramento citados no texto original indicam que o Al-Salmi seguia para Qingdao, na China, transportando 1,2 milhão de barris de petróleo saudita e 800 mil barris de petróleo kuwaitiano. O navio-tanque tem capacidade para cerca de 2 milhões de barris de petróleo.

— Publicidade —
Google AdSense • Slot in-article

As autoridades informaram que, apesar do incêndio, não houve derramamento de óleo. A ausência de vazamento reduziu, ao menos inicialmente, o impacto ambiental direto do episódio, mas o ataque reforçou o risco para a navegação comercial em uma das rotas energéticas mais importantes do mundo.

O Al-Salmi era o alvo do ataque?

De acordo com a reportagem, essa possibilidade ainda é incerta. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que tinha como alvo um navio de contêineres no Golfo por causa de seus laços com Israel. No entanto, os dados de navegação indicavam que a referência parecia ser ao Haiphong Express, de bandeira de Cingapura, que estava ancorado ao lado do Al-Salmi.

Se essa avaliação estiver correta, o petroleiro kuwaitiano pode não ter sido o alvo pretendido da ação. Ainda assim, o caso amplia a preocupação com a segurança das embarcações civis e comerciais que transitam pela região.

Como o ataque afeta o conflito e o mercado de energia?

O conflito, em curso há um mês segundo o texto original, tem se espalhado pela região, com impactos sobre o fornecimento de energia e temor de consequências mais amplas para a economia global. Após o ataque ao navio-tanque, os preços do petróleo voltaram a subir brevemente.

O Estreito de Ormuz, entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é uma hidrovia vital para o escoamento de petróleo do Oriente Médio. Por isso, novos ataques na área aumentam a pressão sobre governos, empresas de transporte marítimo e compradores de energia.

Para o leitor brasileiro, a relevância está no efeito potencial sobre o preço internacional do barril, que pode influenciar custos de combustíveis e fretes, ainda que o impacto final no país dependa de fatores como câmbio e política comercial das distribuidoras.

  • O ataque ocorreu ao largo de Dubai.
  • O incêndio foi controlado, segundo autoridades locais.
  • Não houve vazamento de óleo nem feridos na tripulação.
  • O casco do navio sofreu danos, segundo a proprietária.
  • O episódio elevou novamente a tensão sobre o Estreito de Ormuz.

Quais foram as reações diplomáticas após o episódio?

Com os ataques sem sinais de trégua, o Paquistão tenta mediar a guerra. O ministro das Relações Exteriores do país, Ishaq Dar, deve discutir o conflito durante visita à China, após conversas com Turquia, Egito e Arábia Saudita, conforme a reportagem.

A China, descrita como um dos aliados mais próximos do Irã e maior compradora do petróleo iraniano, renovou o apelo para que todos os lados interrompam as operações militares. O país também informou que três navios chineses foram recentemente autorizados a navegar pelo Estreito de Ormuz.

O que disseram Irã, Estados Unidos e União Europeia?

Segundo o texto, o Irã afirma ter recebido propostas de paz dos Estados Unidos por meio de intermediários, mas um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores classificou essas propostas como

“irrealistas, ilógicas e excessivas”

.

Após essa declaração, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos estavam negociando com um

“regime mais razoável”

, em referência aos líderes iranianos que substituíram os mortos na guerra. Ele também advertiu que os EUA destruiriam usinas de energia, poços de petróleo e a ilha de Kharg se um acordo não fosse alcançado em breve e se o estreito não fosse reaberto. Já o chefe de energia da União Europeia alertou os países do bloco para uma

“interrupção prolongada”

nos mercados de energia.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here