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iPhone 17 Pro Max chega ao espaço na missão Artemis 2

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A view of Earth taken by NASA astronaut and Artemis II Commander Reid Wiseman from of the Orion spacecraft's window after com
A view of Earth taken by NASA astronaut and Artemis II Commander Reid Wiseman from of the Orion spacecraft's window after completing the translunar injection burn on April 2, 2026. The image features Foto: Gregory Reid Wiseman/NASA — Public domain

Um fato inusitado marcou as primeiras horas da viagem rumo à Lua durante a missão Artemis 2, a primeira expedição espacial com tripulação desde o ano de 1972. Aproximadamente quatro horas após o lançamento, realizado em 4 de abril, um aparelho iPhone 17 Pro Max foi registrado flutuando no interior da cabine da cápsula Orion. O dispositivo circulou pelas mãos dos astronautas Jeremy Hansen, Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, marcando uma nova etapa na relação entre tecnologia de consumo e exploração do espaço profundo.

De acordo com informações do Olhar Digital, esta é a primeira vez que a agência espacial norte-americana autoriza oficialmente que os tripulantes levem telefones celulares para além da órbita terrestre. A missão integra o programa Artemis, do qual o Brasil é signatário desde 2021 por meio da Agência Espacial Brasileira (AEB), participando dos acordos de cooperação internacional para exploração pacífica do espaço. Os equipamentos foram entregues à equipe ainda durante a fase de quarentena preparatória, iniciada no mês de março.

Quais são as limitações operacionais do smartphone no espaço?

Apesar de ser um equipamento de última geração, o telefone possui diversas restrições de funcionamento fora do planeta Terra. Os aparelhos não possuem conexão com a internet, não acessam redes Bluetooth e não podem executar aplicativos online. A função principal e exclusiva dos celulares durante a viagem é a captação audiovisual para fins de registro histórico e documentação da navegação da espaçonave.

Dentro do ambiente da cápsula, os tripulantes já empregaram as lentes do dispositivo móvel para registrar imagens da Terra e do espaço sideral. Entre os conteúdos capturados até o momento, destacam-se as fotografias do estágio superior do foguete responsável por impulsionar o módulo para a sua trajetória orbital de destino.

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O registro das manobras operacionais também foi documentado por meio da tecnologia comercial. A astronauta Christina Koch e seu colega Jeremy Hansen utilizaram o equipamento móvel para gravar os movimentos executados ao redor do próprio foguete. Esta etapa de demonstração visual possui grande importância para o planejamento de operações futuras que envolverão o acoplamento de módulos de pouso lunar.

Por que a agência espacial permitiu o uso de telefones celulares?

A autorização para embarcar os dispositivos de comunicação reflete uma estratégia de aproximação com a sociedade civil. O comandante de missões espaciais comerciais, Jared Isaacman, destacou em suas redes sociais que a medida possibilita que os viajantes façam registros com um apelo mais pessoal para as suas famílias e fomenta a divulgação científica por meio de conteúdos inspiradores.

O comandante também reforçou o avanço tecnológico embutido na decisão de aprovar hardware comercial para uso fora do planeta em um prazo encurtado. Além dos telefones, a tripulação possui acesso a um robusto inventário de captação visual a bordo, que é composto pelos seguintes aparelhos em operação:

  • Dispositivos da linha móvel da Apple para captação em formato rápido e intuitivo.
  • Duas câmeras profissionais do modelo Nikon D5, originalmente lançadas no ano de 2016.
  • Quatro câmeras de ação do modelo GoPro Hero 11, fabricadas a partir do ano de 2022.

“Também desafiamos processos tradicionais e qualificamos hardware moderno para voos espaciais em um cronograma acelerado”

Como funciona o processo de certificação de equipamentos espaciais?

A aprovação de qualquer item para voos além da atmosfera exige um nível extremo de rigor técnico e de controle de materiais. Tobias Niederwieser, pesquisador do laboratório BioServe Space Technologies, vinculado à Universidade do Colorado, detalhou que a homologação de segurança é estruturada em quatro fases distintas: a apresentação formal do equipamento, a identificação minuciosa dos riscos potenciais, o desenvolvimento de contramedidas e a validação final das soluções propostas.

O grande desafio no ambiente de microgravidade envolve os materiais que compõem o aparelho, especialmente a tela de vidro e os pequenos componentes mecânicos móveis. A possibilidade de estilhaçamento ou fragmentação representa um perigo crítico para a segurança da cabine, uma vez que, na ausência de peso, os fragmentos soltos não caem no chão, mas permanecem flutuando pelo compartimento, criando um risco alto de inalação ou falha de sistemas.

“Em uma cápsula perfeitamente selada, o comportamento dos objetos é completamente diferente do observado na Terra”

Para mitigar os riscos de acidentes dentro da área de navegação, os objetos costumam ser fixados rigorosamente através de fita de velcro. Durante os momentos críticos antes do lançamento, os aparelhos telefônicos foram acondicionados de forma segura dentro dos bolsos fechados com zíper nos trajes dos próprios astronautas. A fabricante de tecnologia informou que não participou do processo direto de certificação dos aparelhos para a missão, mas destacou que é a primeira vez que seu produto é totalmente qualificado para uso prolongado em órbita profunda.

Já houve smartphones a bordo em missões anteriores?

Embora a inclusão de celulares represente uma grande novidade para os programas oficiais da agência espacial em direção à Lua, a presença dessa tecnologia já ocorreu em missões comerciais de caráter privado ao longo dos últimos anos. No ano de 2021, durante a missão Inspiration4 operada pela SpaceX, um equipamento da mesma marca foi utilizado para fotografar o nosso planeta a partir da baixa órbita terrestre.

O histórico do uso de telefones inteligentes no espaço retrocede ainda mais no tempo. No ano de 2011, o programa oficial de ônibus espaciais conduziu a sua última expedição, conhecida como STS-135.

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