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Insegurança alimentar entre crianças e adolescentes caiu 30% no Brasil

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A pediatrician checks a newborn baby held by a mother on a sofa, with a child watching.
A pediatrician checks a newborn baby held by a mother on a sofa, with a child watching. Foto: Jonathan Borba — Pexels License (livre para uso)

A insegurança alimentar grave entre crianças e adolescentes caiu 30% no Brasil entre 2023 e 2024, segundo dados oficiais divulgados no Dia Nacional da Saúde e Nutrição, em 31 de março de 2026, em Brasília. As informações foram apresentadas com base em dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e do IBGE, instituto responsável pelas estatísticas oficiais do país, e apontam menos 700 mil pessoas dessa faixa etária em situação de fome. De acordo com informações da Radioagência Nacional, o resultado foi associado a políticas públicas de renda, alimentação e acompanhamento nutricional.

Dados preliminares do Ministério da Saúde também indicam melhora em indicadores nutricionais. Em 2025, quase 8 milhões de crianças tiveram peso e altura acompanhados pela atenção primária à saúde. Nesse grupo, o índice de magreza acentuada caiu de 2,8% para 1,8%, enquanto a obesidade recuou de 6,4% para 5,7%.

O que explicaria a redução da fome entre crianças e adolescentes?

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, a queda está relacionada a uma combinação de ações voltadas ao acesso à renda e à alimentação. A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, destacou o papel do Bolsa Família e do acompanhamento nutricional exigido pelo programa.

“A redução da fome entre crianças e adolescentes aconteceu por uma combinação de ações importantes do governo. O Bolsa Família, por exemplo, passou a pagar valores extras por criança, R$ 150 para menores de 6 anos e R$ 50 para quem tem entre 7 e 17 anos, chegando a milhões de famílias. Além disso, o programa, o Bolsa Família, também ajudou a ampliar o acompanhamento nutricional dessas crianças, porque isso é uma condição para estar no programa”, detalha.

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Entre os pontos citados no balanço oficial, estão medidas de transferência de renda e monitoramento de saúde infantil. Os dados mencionam, em especial:

  • pagamento adicional de R$ 150 por criança de até seis anos no Bolsa Família;
  • pagamento adicional de R$ 50 para crianças e adolescentes de sete a 17 anos;
  • ampliação do acompanhamento nutricional como condição ligada ao programa.

Qual foi o papel da alimentação escolar nesse cenário?

A alimentação escolar aparece como outro fator relevante para a segurança alimentar da infância, de acordo com o MDS. Em 2024, 8% das crianças e adolescentes que frequentavam creche ou escola estavam em insegurança alimentar moderada ou grave. Entre aqueles que não frequentavam a escola, o percentual chegava a 16%, o dobro do verificado entre estudantes.

O dado reforça a relação entre permanência na escola e acesso regular à alimentação. No recorte apresentado, a rede de ensino surge como espaço de proteção social para parte das famílias, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade. No Brasil, o Programa Nacional de Alimentação Escolar é a principal política federal de oferta de merenda na rede pública.

Quais medidas recentes foram adotadas na alimentação escolar?

Em fevereiro de 2026, os repasses do Programa Nacional de Alimentação Escolar foram reajustados, em média, em 14%. Segundo as informações divulgadas, o programa atende 38 milhões de estudantes da rede pública.

Com a divulgação dos números no Dia Nacional da Saúde e Nutrição, o governo federal relacionou a redução da fome e a melhora de indicadores nutricionais infantis à atuação conjunta de políticas de assistência social, saúde e alimentação escolar. Os dados oficiais apresentados abrangem resultados de 2023 e 2024, além de informações preliminares de 2025 sobre acompanhamento de peso e altura na atenção primária.

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