
A inflação apresentou comportamentos distintos entre as faixas de renda em janeiro de 2025, conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), fundação pública federal vinculada ao Ministério do Planejamento e Orçamento. Enquanto as famílias de renda mais baixa enfrentaram aceleração, as de renda mais alta experimentaram desaceleração. De acordo com informações do Ipea, a inflação para famílias com renda inferior a R$ 2.999,82 subiu de 0,14% em dezembro para 0,31% em janeiro, enquanto para aquelas com renda superior a R$ 22.998,22, a taxa caiu de 0,51% para 0,18%.
Quais fatores influenciaram a inflação?
Os segmentos de menor renda foram impactados por aumentos nos transportes, como tarifas de ônibus urbano (5,1%) e intermunicipal (2,5%), além de reajustes na gasolina (2,1%). No grupo saúde e cuidados pessoais, produtos de higiene subiram 1,2%, serviços médicos 1,1% e planos de saúde 0,49%. Já as famílias de maior renda se beneficiaram de quedas nas passagens aéreas (-8,9%) e tarifas de transporte por aplicativo (-17,2%).
Como a inflação se comportou em doze meses?
No acumulado de doze meses, a faixa de renda mais baixa registrou a menor inflação (4,31%), enquanto a classe de renda média-alta teve a maior taxa (4,57%). Comparando com janeiro de 2024, todas as classes, exceto a de renda alta, apresentaram aceleração da inflação corrente. A deflação menos intensa das tarifas de energia elétrica e reajustes em passagens de ônibus e gasolina explicam o aumento recente.
- Inflação para renda baixa: 0,31% em janeiro
- Inflação para renda alta: 0,18% em janeiro
- Passagens aéreas: queda de 8,9%
- Transporte por aplicativo: queda de 17,2%