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Inclusão de mulheres na tecnologia avança, mas liderança ainda enfrenta barreiras

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Grupo diverso de mulheres em um escritório moderno, colaborando em frente a computadores e telas digitais.
Foto: D.Begley / flickr (by)

A inclusão de mulheres no setor de tecnologia e em áreas ligadas a TICs e energia esteve no centro de um debate realizado na terça-feira, 31 de março de 2026, em Brasília, durante o Women in Tech Forum 2026, promovido pela Huawei. No encontro, executivas e gestoras públicas discutiram desafios para ampliar a presença feminina desde a formação educacional até a alta liderança, além de defenderem ações intencionais para ampliar a equidade nas empresas e instituições.

De acordo com informações do Teletime, o prêmio Women in Tech homenageou mulheres que se destacaram em 2025 nos setores de TIC e energia. Antes da premiação, participantes relataram obstáculos ainda presentes na trajetória profissional feminina, especialmente no acesso a espaços de comando e em áreas nas quais a presença de mulheres segue menor.

Quais desafios para a liderança feminina foram apontados no debate?

Uma das avaliações apresentadas foi a de que houve avanço na participação das mulheres no setor, mas esse crescimento ainda não se distribui de forma homogênea entre todas as áreas. Roberta Godoi, CEO da Claro empresas PME, afirmou que a presença feminina em cargos de liderança já é visível, porém concentrada em segmentos específicos, o que, segundo ela, limita a diversidade dentro das organizações.

“Vemos mulheres liderando, mas em áreas específicas, e é importante que a diversidade esteja em todas as áreas da empresa. E é importante que as mulheres que estão em liderança trabalhem para abrir espaço para outras”

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Cristiana Camarate, superintendente de Relações com o Consumidor da Anatel, destacou que, mesmo em um ambiente de ingresso por concurso público, a presença feminina na agência ainda é menor do que a masculina. A Anatel é a agência reguladora responsável pelos serviços de telecomunicações no país, um dos setores centrais da economia digital brasileira. Para ela, o equilíbrio depende de intencionalidade, tanto no aspecto quantitativo quanto na ocupação de postos de liderança.

Já Gina Duarte, CEO da EAF, observou que houve evolução em relação a períodos anteriores, mas avaliou que o caminho restante ainda é amplo. A leitura comum entre as participantes foi a de que o aumento da presença feminina não ocorre de maneira automática e exige políticas, decisões institucionais e apoio contínuo ao desenvolvimento profissional.

Por que a formação educacional foi tratada como ponto central?

Sumara Ticom, assessora executiva da Diretoria de Planejamento do ONS, ressaltou a formação como elemento relevante para a busca de equidade no setor elétrico e, de forma mais ampla, nas áreas de tecnologia. O ONS é o Operador Nacional do Sistema Elétrico, responsável pela coordenação da operação das instalações de geração e transmissão de energia no Sistema Interligado Nacional. Segundo ela, a base educacional e o acesso posterior à alta gestão são etapas decisivas para ampliar o protagonismo feminino.

De maneira unânime, as participantes defenderam o incentivo à presença das mulheres desde os primeiros níveis de formação profissional em tecnologia. A avaliação apresentada no encontro é a de que o fortalecimento dessa trajetória desde a educação amplia as condições para que mais profissionais cheguem a postos estratégicos no mercado e no setor público.

Ao final do debate, Roberta Godoi também associou esse processo ao ritmo acelerado das mudanças no setor tecnológico. Na avaliação dela, a velocidade das transformações impõe pressão adicional sobre a capacitação das mulheres, o que reforça a necessidade de ampliar oportunidades de qualificação e permanência em posições de relevância.

Quem foram as homenageadas no prêmio Women in Tech?

A Huawei divulgou a relação de homenageadas da edição do prêmio voltada a reconhecer lideranças femininas nos setores de TIC e energia. A lista reúne representantes do poder público, de agências reguladoras, de empresas privadas e de instituições de comunicação e educação.

  • Clarice Coppetti, diretora executiva de Assuntos Corporativos da Petrobras
  • Cristiana Camarate, superintendente de Relações com o Consumidor da Anatel
  • Elisa Leonel, secretária de Gestão e Governança de Estatais do Ministério de Gestão e Inovação
  • Esther Dweck, ministra de Gestão e Inovação
  • Flávia Paz, CIO da Defensoria Pública da União
  • Gesiléa Fonseca Teles, superintendente de Fiscalização da Anatel
  • Gina Duarte, CEO da EAF
  • Kátia Schweickardt, secretária de Educação Básica do Ministério da Educação
  • Marisa Reghini Ferreira Mattos, VP de Negócios Digitais e Tecnologia do Banco do Brasil
  • Roberta Godoi, CEO da Claro empresas PME
  • Rosângela Lara, diretora da BandNews TV
  • Sumara Ticom, assessora executiva da Diretoria de Planejamento do ONS
  • Suzana Silva Rodrigues, superintendente de Controle de Obrigações da Anatel

O debate e a premiação reforçaram a avaliação de que o avanço da inclusão feminina em tecnologia depende tanto de reconhecimento institucional quanto de medidas concretas para ampliar acesso, permanência e progressão profissional em diferentes áreas do setor.

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