Um incêndio ocorrido na segunda-feira, 23 de março de 2026, no reator de pesquisa IEA-R1, do IPEN/CNEN, em São Paulo, não gerou risco radiológico, segundo a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). A conclusão foi informada após vistoria de inspetores da autarquia nas instalações. De acordo com informações da Petronotícias, o foco do incêndio atingiu um conjunto de racks, com danos ao cabeamento, a um ponto específico do teto e também a uma cadeira próxima ao local. O IEA-R1 integra a estrutura do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), vinculado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), e é um reator de pesquisa estratégico para a produção nacional de radiofármacos usados na medicina nuclear.
A ANSN informou que, embora não tenha identificado risco radiológico associado ao incidente, apontou a necessidade de atenção para possíveis impactos ligados à inalação de resíduos químicos gerados pela queima de materiais e pela presença de fuligem no ambiente. Por isso, segundo o órgão, será necessária a realização de limpeza industrial especializada no local afetado. Em um contexto nacional, eventuais interrupções em instalações desse tipo podem afetar atividades ligadas à pesquisa e ao abastecimento de insumos para exames e tratamentos médicos.
O que a ANSN identificou após a vistoria no reator IEA-R1?
Segundo o relato publicado, inspetores da autoridade reguladora realizaram uma inspeção nas instalações após o incêndio registrado no reator de pesquisa. A avaliação indicou que o incidente ficou localizado em uma área específica, sem evidências de risco radiológico decorrente da ocorrência.
De acordo com a ANSN, os danos observados envolveram principalmente estruturas e materiais presentes na área atingida pelo fogo. O órgão descreveu os seguintes pontos afetados:
- conjunto de racks;
- cabeamento;
- um ponto específico do teto;
- uma cadeira próxima ao local das chamas.
Quais riscos ainda exigem atenção após o incêndio?
Mesmo sem apontar risco radiológico, a autoridade destacou que permanecem cuidados relacionados ao ambiente atingido pelo fogo. O foco, nesse caso, está nos resíduos químicos gerados pela combustão dos materiais e na fuligem espalhada na área afetada.
Segundo o órgão, esse cenário exige atenção especial por causa da possibilidade de inalação desses resíduos. Por essa razão, a ANSN indicou a necessidade de limpeza industrial especializada antes da normalização do ambiente, conforme informado no texto original.
Como será o acompanhamento do caso pelas autoridades?
A ANSN declarou que continuará monitorando o caso por meio de suas equipes de inspeção. Esse acompanhamento deverá ocorrer com a continuidade das atividades de fiscalização e das verificações técnicas nas instalações envolvidas no incidente.
Até o momento, as informações divulgadas pela autoridade se concentram na ausência de risco radiológico e na necessidade de medidas de limpeza e acompanhamento técnico. O texto original não detalha causas do incêndio, impacto operacional no reator ou previsão para conclusão das verificações em curso.
Assim, o quadro apresentado até agora é de um incêndio com danos materiais localizados e sem risco radiológico identificado, mas com necessidade de manejo adequado dos resíduos e da fuligem no ambiente. A evolução do caso seguirá sob observação das equipes responsáveis pela fiscalização técnica.

