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Incêndio atinge prédio histórico de tradicional escola no litoral do Paraná

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Um incêndio de grandes proporções destruiu, neste sábado (4 de abril), o edifício onde funciona o Instituto Estadual de Educação Doutor Caetano Munhoz da Rocha, localizado na cidade de Paranaguá, município mais antigo e sede do principal porto do Paraná. As chamas iniciaram por volta das 12h e consumiram rapidamente a estrutura interna de madeira do prédio, que é tombado pelo patrimônio histórico estadual, culminando no desabamento total do telhado. Felizmente, não houve o registro de vítimas na ocorrência.

De acordo com informações do UOL Notícias, o fogo foi controlado apenas no final da tarde, graças à mobilização conjunta de forças de segurança e brigadistas da região. A Secretaria da Segurança Pública confirmou que o sinistro exigiu um grande esforço logístico e humano para evitar que as chamas se alastrassem para outros imóveis na área central da cidade litorânea.

Como ocorreu o combate às chamas no edifício histórico?

Para conter a destruição do monumento da cultura local, o combate direto ao fogo envolveu 45 profissionais, divididos entre oficiais do Corpo de Bombeiros e brigadistas de empresas sediadas no município. A força-tarefa precisou atuar de forma ininterrupta durante toda a tarde de sábado.

A complexa operação contou com um aparato significativo de veículos especializados e recursos hídricos. Foram mobilizados para o atendimento da emergência:

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  • Sete viaturas oficiais do Corpo de Bombeiros do Paraná;
  • Três caminhões pertencentes às brigadas de empresas locais;
  • Dois caminhões-pipa fornecidos pela prefeitura de Paranaguá.

Um morador da região, o produtor audiovisual Wilson Leandro, de 43 anos, presenciou o avanço voraz do fogo e descreveu a vulnerabilidade da construção antiga em relação às chamas:

“A estrutura externa é de tijolos, mas dentro é tudo de madeira; o fogo começou de baixo e foi pegando em tudo, sem trégua, os bombeiros não deram conta.”

Quais são os danos e a importância do prédio de 1927?

A edificação atingida é datada de 1927 e integra a lista de bens protegidos pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná desde o ano de 1991. Considerada a mais tradicional instituição de ensino público do estado, a escola abrigava uma estrutura imponente e rica em detalhes arquitetônicos de época.

Segundo dados da Secretaria de Cultura de Paranaguá, o edifício contava com 24 salas de aula e diversas outras dependências administrativas e estudantis. Além do profundo valor educacional, o imóvel conservava em seu interior um altar construído em estilo barroco, cuja preservação agora é incerta devido ao colapso completo da cobertura e à carbonização profunda das áreas internas.

Atualmente, a unidade escolar é responsável pela educação de 1.635 alunos, que estão distribuídos em 53 turmas de diferentes níveis. A grande maioria desse contingente é formada por estudantes matriculados no ensino médio regular, que agora aguardam definições do poder público sobre o futuro de seu ano letivo.

O que o governo estadual fará pelos alunos e pelo patrimônio?

Diante da extrema gravidade do incidente, a gestão do governador Ratinho Junior (PSD) determinou a criação imediata de uma força-tarefa multidisciplinar. O objetivo principal deste grupo de trabalho é realizar um balanço minucioso dos danos estruturais causados pelo fogo e elaborar um plano executivo para dar início ao processo de restauração do patrimônio tombado.

Em nota oficial veiculada pelos canais do Estado, o chefe do Executivo paranaense ressaltou a importância de recuperar rapidamente a estrutura centenária, que representa um marco na história da educação:

“Que a Secretaria da Educação avalie a dimensão dos danos para que possamos investir o que for necessário, fazendo com que este grande símbolo da educação paranaense volte a atender os nossos alunos o mais rápido possível.”

Para garantir a continuidade ininterrupta do calendário escolar e minimizar os prejuízos pedagógicos aos jovens, o Governo do Paraná informou que existe a possibilidade concreta de realocar temporariamente todos os estudantes para outras unidades de ensino localizadas na região portuária. Paralelamente aos esforços de infraestrutura e realocação, as causas exatas que deram origem ao incêndio serão alvo de uma rigorosa investigação técnica. O trabalho de perícia e o inquérito policial serão conduzidos de forma conjunta por equipes especializadas da Polícia Científica e agentes da Polícia Civil do estado.

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