As mudanças climáticas estão impactando diretamente a segurança alimentar global, especialmente em países vulneráveis. De acordo com informações do ((o))eco, eventos climáticos extremos têm elevado os preços dos alimentos, dificultando o acesso a dietas nutritivas para bilhões de pessoas. A América Latina e o Caribe são regiões particularmente afetadas, apesar de seu papel como potências agroexportadoras.
Como as políticas públicas afetam a agricultura familiar?
A agricultura familiar, responsável por 23% do valor bruto da produção agropecuária no Brasil, recebe menos de 15% dos recursos do Plano Safra, enquanto a agricultura empresarial recebe a maior parte. Sandra Bonetti, da Contag, destaca que “o sistema financeiro discursa, mas não quer financiar atividades sustentáveis. Apenas commodities esverdeadas”.
Quais são os desafios climáticos enfrentados pela agricultura?
A produção agropecuária no Brasil é responsável por aproximadamente 74% das emissões de gases do efeito estufa. Bárbara Loureiro, do MST, critica a concentração de recursos no agronegócio: “A agricultura familiar oferece modelos produtivos mais adequados e resilientes”.
Qual é o papel da agricultura familiar na mitigação climática?
Modelos agrícolas diversificados, como os de base agroecológica, são fundamentais para aumentar a resiliência climática. Cristiane Mazzetti, do Greenpeace Brasil, aponta que “a agricultura familiar opera com maior diversidade de cultivos e menor dependência de insumos externos”.
Quais são as implicações das políticas de crédito rural?
O crédito rural no Brasil ainda favorece grandes produtores. Walter Belik destaca que “o valor investido na produção familiar gera mais produção física do que aquele destinado ao agronegócio”. A necessidade de políticas mais robustas de habitação e educação técnica é evidente.
“Não há como o Brasil cumprir metas climáticas ambiciosas sem enfrentar a concentração fundiária e sem investir de forma consistente na agricultura camponesa”, afirma Bárbara Loureiro.
Fonte original: ((o))eco