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IBTD diz que não substitui associações e atuará como braço técnico no Congresso

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O Instituto Brasileiro de Telecomunicações e Soluções Digitais (IBTD), criado no fim do ano passado, foi apresentado por seu presidente, André Martins, como o braço técnico da Frente Parlamentar de Telecomunicações e Soluções Digitais, sem substituir o papel das associações do setor. Em entrevista publicada em 10 de abril de 2026, Martins afirmou que o instituto pretende reunir demandas do ecossistema de telecomunicações e serviços digitais, produzir insumos técnicos e científicos e apoiar a atuação da Frente no Congresso Nacional. De acordo com informações do Teletime, a proposta é atuar de forma transversal em um mercado já composto por múltiplas associações e entidades com interesses distintos.

Segundo Martins, o IBTD funcionará como um “barramento” para agregar pleitos de diferentes associações e empresas. A ideia, de acordo com ele, é que as associações continuem representando recortes específicos do setor, enquanto o instituto ofereça uma visão técnica mais ampla para embasar discussões legislativas e regulatórias.

Como o IBTD pretende atuar no setor?

Na entrevista, Martins disse que o instituto será a retaguarda técnica da Frente Parlamentar, em modelo semelhante ao adotado por outras frentes no Congresso. A interlocução direta com os poderes Legislativo e Executivo, porém, seguirá sob responsabilidade da própria Frente Parlamentar.

“O papel do Instituto é fornecer insumos técnicos para que a Frente possa argumentar”

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Além das associações e empresas, o IBTD prevê diálogo com outras frentes parlamentares, Institutos de Ciência e Tecnologia, meio acadêmico e parceiros técnicos. Um termo de cooperação com a Telebrás já foi assinado, com previsão de contribuição de especialistas sem desembolso financeiro, segundo a entrevista.

Como serão tratados interesses divergentes entre empresas e entidades?

De acordo com Martins, a gestão de divergências será feita com base na busca de consenso técnico. Para isso, o instituto deverá trabalhar com comitês formados por empresas de diferentes segmentos do mercado. Ele afirmou ainda que o escopo não ficará restrito aos temas tradicionais de telecomunicações, incluindo também transporte de dados, armazenamento em data centers, fornecedores e outros agentes ligados à economia digital.

Martins também destacou que a continuidade do modelo depende da própria perenidade da Frente Parlamentar, vinculada à permanência de seus integrantes no Congresso. Ainda assim, segundo ele, a intenção é garantir relevância institucional ao IBTD independentemente de mudanças políticas, a partir de uma base técnica e agnóstica.

Quem financia o instituto e como ele está estruturado?

Segundo Martins, há diferentes formas de participação no IBTD, inclusive para associados que não façam contribuição financeira. Na entrevista, ele citou como financiadoras as empresas e entidades Huawei, Iuh! Digital, Associação Neo, Brisanet, Unifique, Zaaz (Sky), Alloha e Vero. Ainda de acordo com ele, o instituto tem atualmente 12 afiliados e mantém conversas com 80 a 90 empresas mapeadas no ecossistema de telecomunicações.

A estrutura do IBTD foi organizada em sete comitês técnicos:

  • Infraestrutura Crítica e Soberania
  • Expansão Última Milha
  • Espectro Terrestre e Não Terrestre
  • Cibersegurança e Resiliência
  • Inovação e Novas Tecnologias (IoT, IA)
  • Economia Digital (TV 3.0, OTT)
  • Conectividade Social e Acesso Remoto

Segundo a entrevista, a sede principal ficará em Brasília, com um escritório de apoio em São Paulo.

Quais temas estão na pauta inicial do IBTD?

A atuação inicial do instituto deverá se concentrar em pautas consideradas urgentes para 2026, como o leilão de 750 MHz, postes, FUST e Redata. A intenção, segundo Martins, é que esse trabalho evolua para a formulação de agendas estruturantes e de um plano diretor para o futuro das telecomunicações.

Martins afirmou ainda que o princípio da assimetria deverá orientar as discussões, em reconhecimento às diferentes realidades do país. Como exemplos de entregas iniciais, ele mencionou propostas para gratuidade de postes em áreas rurais e aceleração do PL do Redata, articuladas em conjunto com a Frente Parlamentar e apoiadas em argumentos técnicos produzidos pelo instituto.

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