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Houthis do Iêmen lançam mísseis contra Israel e ampliam tensão regional

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Os houthis do Iêmen, grupo alinhado ao Irã, lançaram mísseis contra Israel neste sábado, 28 de março de 2026, marcando seu primeiro ataque desde o início da guerra iniciada há um mês e ampliando o alcance do conflito no Oriente Médio. Segundo o relato, Israel afirmou ter interceptado um míssil vindo do território iemenita, enquanto os rebeldes disseram que as operações continuarão até o fim da ofensiva adversária. De acordo com informações da Folha de S.Paulo, com Reuters e AFP, a nova frente de combate pode prolongar a guerra e elevar os riscos para rotas estratégicas de navegação. Para o Brasil, uma eventual piora no tráfego marítimo e no mercado internacional de energia pode pressionar custos de combustíveis e de frete, com impacto potencial sobre a inflação.

Até então, os houthis haviam se limitado a declarações de apoio ao Irã. Na sexta-feira, 27 de março, o grupo já havia afirmado que estava pronto para agir caso a escalada contra Teerã e o chamado Eixo da Resistência prosseguisse. O movimento reforça a preocupação de que o conflito, iniciado em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, se espalhe ainda mais pela região. Em crises no Oriente Médio, o Itamaraty costuma acompanhar os desdobramentos por causa dos efeitos sobre brasileiros na região e sobre o comércio internacional.

Por que a entrada dos houthis amplia a gravidade da guerra?

A participação direta dos rebeldes iemenitas reabre uma frente militar em uma área sensível para o comércio internacional. O grupo já havia demonstrado capacidade para atingir alvos distantes e para interromper rotas marítimas próximas à península Arábica e ao mar Vermelho. Agora, a possibilidade de novos ataques no estreito de Bab al-Mandab recoloca sob pressão uma passagem considerada estratégica para embarcações em direção ao canal de Suez.

O texto também relaciona essa ameaça ao cenário já agravado no estreito de Hormuz, apontado como um dos principais pontos sensíveis da guerra. A combinação dos dois corredores marítimos sob risco amplia o impacto geopolítico e econômico do conflito, com reflexos no abastecimento de energia e nas preocupações globais com inflação. Para um país importador e exportador de grande porte como o Brasil, oscilações no petróleo e no transporte marítimo internacional costumam ter efeitos indiretos sobre preços e cadeias logísticas.

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  • Primeiro ataque dos houthis desde o início da guerra
  • Israel disse ter interceptado um míssil lançado do Iêmen
  • Grupo afirmou que continuará as operações
  • Nova frente pode afetar rotas marítimas estratégicas

O que disseram Estados Unidos e aliados sobre a duração das operações?

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou na sexta-feira que Washington está dentro do cronograma ou adiantado e que espera concluir as operações militares em semanas, não meses. A fala repete a avaliação já apresentada pelo presidente Donald Trump, de que a ação militar seria rápida, embora o próprio texto ressalte que essa expectativa não parece corresponder plenamente à situação no terreno.

“Sempre estaríamos lá para ajudá-los, mas agora, com base em suas ações, acho que não precisamos mais estar, não é mesmo?”

A declaração acima foi atribuída a Donald Trump durante um fórum de investimentos em Miami, ao comentar o apoio de aliados. Ainda segundo o texto, Rubio afirmou aos líderes do G7, reunidos na França, que países europeus e asiáticos beneficiados pelo comércio que passa pelo estreito de Hormuz deveriam contribuir para garantir a livre navegação na área.

O artigo lembra ainda que a carta da Otan prevê ajuda mútua quando um de seus membros é atacado, e que o artigo 5º foi acionado apenas uma vez, pelos Estados Unidos, após os ataques de 2001. Nesse contexto, as declarações de Trump sobre apoio regional foram apresentadas como mais um elemento de tensão entre Washington e aliados europeus.

Quais movimentos militares e ataques foram relatados no conflito?

Rubio disse que os Estados Unidos poderiam atingir seus objetivos sem tropas em solo, mas reconheceu o envio de milhares de militares para a região para ampliar as opções do presidente diante de possíveis contingências. De acordo com a reportagem, Washington mandou dois contingentes de milhares de fuzileiros navais, e o primeiro deve chegar nos próximos dias a bordo de um navio de assalto anfíbio. Também é esperada a mobilização de milhares de paraquedistas de uma força de elite de prontidão.

No lado iraniano, o regime denunciou neste sábado um novo ataque à usina nuclear de Bushehr, o terceiro em dez dias, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica. Conforme o relato reproduzido pela reportagem, não houve danos ao reator ativo nem emissão de radiação, e as condições da usina permaneciam normais, com base em informações citadas pela agência da ONU a partir de autoridades iranianas.

Já do lado americano, o texto informa 13 mortes e mais de 300 militares feridos desde o início da guerra. As Forças Armadas dos Estados Unidos disseram que 273 já retornaram ao serviço. Na sexta-feira, ao menos 12 soldados ficaram feridos, dois deles gravemente, em um ataque iraniano à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, segundo uma autoridade americana.

Como outros países da região e a Ucrânia aparecem nesse cenário?

A reportagem afirma que Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, sob ataques, firmaram acordos de cooperação em defesa com a Ucrânia, conforme anúncio do presidente Volodimir Zelenski. Segundo o texto, o governo ucraniano afirmou dispor de sistemas antidrones eficazes e propôs uma troca: interceptores de drones por mísseis de defesa antiaérea utilizados pelos países do Golfo contra drones iranianos.

“A proteção deve ser suficiente para todos. Por isso, estamos abertos a um trabalho conjunto que, numa perspectiva estratégica, fortalecerá sem dúvida nossos povos e a proteção da vida em nossos países”

Com a entrada dos houthis no confronto, o cenário regional se torna ainda mais complexo, tanto pelo avanço militar quanto pelo risco sobre corredores marítimos e instalações estratégicas. O agravamento da crise em pontos como o mar Vermelho, o estreito de Bab al-Mandab e o estreito de Hormuz aumenta a atenção global por envolver rotas centrais para o comércio e para o transporte de petróleo.

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