
A governadora em exercício do Pará, Hana Ghassan, realizou uma visita técnica na terça-feira (7 de abril de 2026) às futuras instalações do Hospital Materno-Infantil de Santarém, localizado na região do Baixo Amazonas. Com aproximadamente 90% do cronograma físico concluído, a nova unidade de saúde tem previsão de entrega para o mês de junho de 2026. O empreendimento visa ampliar significativamente a rede de assistência neonatal e pediátrica em todo o oeste paraense, oferecendo serviços de média e alta complexidade para mães e crianças. Essa descentralização do Sistema Único de Saúde (SUS) na Amazônia é estratégica para o cenário nacional, pois reduz a dependência histórica de transferências de pacientes para grandes centros urbanos e alivia a sobrecarga em redes de saúde de outras capitais.
De acordo com informações da Agência Pará, a estrutura representa um investimento de R$ 71 milhões por parte do Governo do Estado. A visita ocorreu durante as celebrações do Dia Mundial da Saúde, reforçando o compromisso da gestão estadual com a descentralização do atendimento especializado. A governadora destacou que o hospital está em fase final de acabamento, aguardando apenas a instalação dos equipamentos hospitalares de última geração para o início das operações.
Qual o impacto do novo hospital para a saúde da região do Baixo Amazonas?
A nova unidade hospitalar contará com uma área total construída de 8.046,96 metros quadrados, distribuídos em cinco pavimentos. Ao todo, serão 121 novos leitos colocados à disposição do SUS, sendo 36 leitos destinados especificamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 85 para enfermaria. Além da infraestrutura de internação, o complexo oferecerá um banco de leite humano, ambulatório com nove consultórios especializados e uma agência transfusional para suporte a procedimentos complexos.
Segundo a governadora, a prioridade da unidade é o combate às taxas de mortalidade materna e neonatal no estado. “É muito bom ver uma obra que é um sonho aqui de Santarém e toda a região se tornando realidade. O materno vai atender às mães, demonstrando um cuidado com a saúde materna, pois nós temos esse desafio de melhorar as taxas de mortalidade materna e infantil”, afirmou Hana Ghassan durante a inspeção dos pavimentos. O hospital também integrará a Rede Alyne, programa do governo federal voltado para o cuidado humanizado e integral de gestantes no Brasil.
Quais serão os serviços de diagnóstico e atendimento especializado disponíveis?
O Hospital Materno-Infantil de Santarém foi planejado para oferecer suporte completo no diagnóstico por imagem e tratamento cirúrgico. A população terá acesso a exames essenciais sem a necessidade de grandes deslocamentos, incluindo:
- Ultrassonografia e raio-X;
- Eletroencefalograma e eletrocardiograma;
- Ecocardiograma;
- Urgência e emergência obstétrica e pediátrica;
- Bloco cirúrgico com três salas de cirurgia e uma exclusiva para cesáreas;
- Oito salas de pré-parto, parto e pós-parto (PPP).
O secretário de Estado de Saúde Pública (Sespa), Ualame Machado, explicou que a fase atual foca no planejamento das próximas etapas operacionais e logísticas. “O nosso objetivo é acompanhar de perto, verificar o estágio atual e planejar as próximas etapas para a entrega ainda este semestre. Assim que a fase de engenharia for concluída, iniciaremos a instalação dos equipamentos para que a unidade comece a operar”, detalhou o titular.
Como está o cronograma de expansão da rede materno-infantil no Pará?
A construção em Santarém faz parte de um plano estratégico que envolve cinco novas unidades hospitalares em todo o território paraense. Até o momento, o governo estadual já entregou o Hospital Materno Anita Gerosa, em Ananindeua, e o Regional Materno-Infantil, em Marabá. Além da unidade no Baixo Amazonas, outras frentes de trabalho seguem avançadas nos municípios de Breves e Altamira. Esse conjunto de obras visa fortalecer o suporte neonatal em pontos geográficos estratégicos do estado para reduzir vazios assistenciais, diminuindo também a necessidade de envio de pacientes pelo programa de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) para outros estados.
Complementando as obras físicas, o governo anunciou a contratualização de serviços da rede privada para suprir demandas imediatas na região de Santarém. A estratégia visa ampliar a oferta de cirurgias de alta complexidade e a disponibilidade de leitos de UTI enquanto o novo hospital finaliza sua implantação. A força de trabalho local também celebra o progresso. Maria Vânia Alves Rodrigues, colaboradora na construção, expressou satisfação em participar da obra que beneficiará gerações futuras, ressaltando o orgulho de contribuir para a infraestrutura que atenderá sua própria família e a comunidade local.


