O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, unidade vinculada ao Governo da Paraíba em João Pessoa, realizou 744 atendimentos entre a zero hora de sexta-feira, 20 de março de 2026, e as 23h59 de domingo, 22 de março de 2026. O balanço operacional da instituição aponta a execução de 39 procedimentos cirúrgicos de alta e média complexidade, dos quais 14 foram de caráter emergencial e 25 eletivos, mobilizando as equipes de saúde em regime de plantão.
De acordo com informações do Governo da Paraíba, do volume total de pacientes assistidos, 198 foram classificados como casos graves ou gravíssimos. A classificação de risco evidencia a alta demanda por suporte intensivo na unidade, que é referência em atendimentos de urgência e emergência para diversas regiões do estado. O volume de ocorrências por quedas, acidentes de trânsito e agressões também reflete a pressão recorrente sobre o SUS em atendimentos de trauma e emergência, um desafio observado em diferentes capitais brasileiras.
Quais foram as principais causas de atendimento no período?
As ocorrências envolvendo quedas lideraram as estatísticas de entrada na emergência, com 131 casos registrados durante os três dias de balanço. Na sequência das causas externas, os acidentes de motocicleta somaram 82 ocorrências, seguidos pela retirada de corpos estranhos, que demandou a intervenção médica em 66 oportunidades. Outros tipos de traumas físicos contabilizaram 39 registros.
A violência interpessoal e acidentes graves também impactaram o fluxo do hospital. Foram assistidas 15 vítimas de ferimentos por arma de fogo, 13 casos de agressão física, nove situações de queimaduras e duas ocorrências envolvendo arma branca. No trânsito, além das motos, o hospital registrou oito incidentes com bicicletas, seis acidentes de automóvel e cinco atropelamentos. Um caso de choque elétrico também foi atendido pela equipe de plantão. Casos desse tipo têm impacto direto na ocupação de leitos, centros cirúrgicos e equipes especializadas, especialmente em hospitais de referência do sistema público.
Qual é o perfil demográfico e clínico dos pacientes?
No âmbito clínico, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) foi o diagnóstico de maior destaque, com 26 pacientes assistidos, seguido por outras 11 ocorrências de acidentes vasculares de naturezas diversas. A análise por faixa etária indica que a maioria dos atendidos possui entre 19 e 59 anos, totalizando 454 pacientes. O público com mais de 60 anos representou 155 entradas, enquanto crianças de zero a 12 anos somaram 98 atendimentos e adolescentes de 13 a 18 anos registraram 37 casos.
Quais localidades concentraram o maior número de ocorrências?
Em João Pessoa, o bairro de Mangabeira concentrou o maior volume de pacientes encaminhados ao hospital. A distribuição geográfica dos principais atendimentos na capital e região metropolitana inclui:
- Mangabeira: 44 entradas
- Valentina: 23 entradas
- Gramame: 22 entradas
- Cristo Redentor: 20 entradas
- Mandacaru: 19 entradas
- Santa Rita (município): 54 casos
- Bayeux (município): 39 casos
Como o hospital atua na rede de saúde regional?
Além da capital, a unidade presta suporte fundamental a municípios do interior e da região metropolitana. Após Santa Rita e Bayeux, as cidades de Cabedelo, com 18 casos, Guarabira, com 14, e Conde, com 13 atendimentos, foram as que mais geraram demanda para o complexo hospitalar. O Hospital de Trauma de João Pessoa mantém seu papel estratégico na estabilização de pacientes críticos e na realização de cirurgias complexas para a rede pública paraibana. A unidade integra a rede estadual de urgência e emergência e atende pacientes encaminhados de diferentes municípios, o que ajuda a dimensionar a importância regional do serviço.


