A produção de alimentos em áreas urbanas e comunidades periféricas do Rio de Janeiro alcançou a marca de 74 toneladas em 2025, consolidando a importância da agricultura sustentável para a segurança alimentar e a preservação cultural. No Morro do Salgueiro, na cidade do Rio, a colheita local registrou 700 kg de vegetais e hortaliças, um resultado que une o suporte técnico governamental ao conhecimento tradicional transmitido entre gerações de moradores. Em um país que discute segurança alimentar, ocupação de terrenos ociosos e adaptação climática nas cidades, experiências desse tipo ajudam a mostrar como a agricultura urbana pode ser replicada em outros centros brasileiros.
De acordo com informações do Canal Rural, o projeto é monitorado pela Secretaria de Ambiente e Clima, órgão da prefeitura carioca responsável por políticas ambientais e de adaptação no município, que acompanha o desempenho produtivo e oferece diretrizes para o cultivo orgânico. Além do impacto econômico direto para as famílias envolvidas, a iniciativa atua como um elo de conexão com o passado. Para muitos cultivadores, a prática não é apenas uma atividade econômica, mas uma forma de honrar ensinamentos domésticos sobre o trato com a terra e o ciclo natural das plantas.
‘Minha mãe e minha avó me ensinaram a plantar’
Qual foi o volume total de produção das hortas em 2025?
Os dados consolidados pela gestão municipal indicam que a produção total das hortas comunitárias atingiu a marca de 74 toneladas ao longo de 2025. Como o texto original não informa em que mês ou data esse balanço foi divulgado, a referência temporal foi mantida apenas no ano citado. Esse montante engloba diversos pontos de cultivo espalhados pela cidade, demonstrando que a agricultura urbana deixou de ser uma atividade de subsistência pontual para se tornar um componente relevante no abastecimento local.
A distribuição dessa produção ocorre prioritariamente dentro das próprias localidades, garantindo acesso a alimentos frescos e livres de agrotóxicos para populações que, muitas vezes, enfrentam dificuldades logísticas para adquirir produtos de qualidade em mercados convencionais. O excedente da colheita costuma ser comercializado ou doado, gerando um ciclo de economia circular que fortalece o comércio de proximidade e a coesão social entre os vizinhos.
Como o Morro do Salgueiro se destaca na colheita comunitária?
Dentro do panorama geral, o Morro do Salgueiro apresenta números significativos, tendo contribuído com 700 kg de alimentos para o total produzido no ano. A horta local serve como modelo de eficiência em espaços reduzidos, adaptando-se à geografia acidentada da região. Em grandes cidades brasileiras, onde a pressão sobre o uso do solo é alta, iniciativas em áreas densamente ocupadas costumam ser observadas como referência para políticas de abastecimento local e educação ambiental.
A manutenção dessas áreas exige um esforço coordenado que inclui:
- Preparação e adubagem orgânica do solo;
- Seleção de sementes adaptadas ao clima local;
- Sistemas de irrigação comunitários;
- Escalonamento de plantio para colheitas constantes;
- Gestão compartilhada das ferramentas e insumos.
Qual a importância da sucessão de saberes na agricultura urbana?
Um dos pilares que sustenta a continuidade das hortas comunitárias é a transmissão oral e prática de conhecimentos. A frase destacada pelos participantes do projeto, ressaltando que o aprendizado veio de mães e avós, evidencia que o plantio urbano funciona como um museu vivo de tradições. Essa sucessão de saberes garante que as técnicas de cultivo não se percam com o tempo, permitindo que as novas gerações compreendam a origem do alimento e a importância da preservação ambiental.
Ao integrar o conhecimento empírico das famílias com o suporte técnico da Secretaria de Ambiente e Clima, o projeto cria uma sinergia que potencializa os resultados. A agricultura urbana, portanto, transcende a mera produção de vegetais; ela atua como uma ferramenta de educação ambiental e resgate de identidade cultural, transformando a paisagem das favelas e promovendo um ambiente urbano mais equilibrado e resiliente diante das mudanças climáticas.

