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Histeroscopia em hospital da Paraíba remove pólipo uterino e pode ampliar chance de gravidez

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Médica utiliza um histeroscópio em consultório hospitalar para realizar procedimento ginecológico em paciente.
Foto: fertilidad / flickr (cc0)

Uma paciente de 34 anos do Sertão da Paraíba realizou uma cirurgia minimamente invasiva para remover um pólipo uterino, condição que pode prejudicar a fertilidade, no Hospital do Servidor General Edson Ramalho, em João Pessoa. O procedimento, uma histeroscopia cirúrgica, foi divulgado em 30 de março de 2026, após a paciente, Juliana de Sousa, de Nazarezinho, relatar dores abdominais e cólicas persistentes, e pode aumentar suas chances de engravidar. De acordo com informações do Governo da Paraíba, a unidade é gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde).

A paciente foi encaminhada ao hospital por meio da regulação municipal. A médica ginecologista responsável pelo caso, Ana Elizabete Dutra, explicou que a histeroscopia é uma ferramenta fundamental para diagnóstico e tratamento de alterações uterinas. “Por ser um procedimento minimamente invasivo, conseguimos oferecer mais conforto, segurança e uma recuperação rápida para as pacientes. Em muitos casos, como o da Juliana, a retirada de pólipos pode aumentar significativamente as chances de uma gestação saudável”, afirmou a especialista.

O que é a histeroscopia e como ela funciona?

A histeroscopia é uma técnica que permite visualizar o interior do útero e, quando necessário, realizar intervenções sem a necessidade de uma cirurgia aberta. No Hospital Edson Ramalho, em João Pessoa, o procedimento integra o ambulatório de ginecologia. Existem dois tipos principais: a histeroscopia diagnóstica, para avaliação, e a cirúrgica, para remoção de alterações como pólipos e miomas. O procedimento utiliza um instrumento com câmera, o histeroscópio, que é introduzido pela vagina, permitindo visualização em tempo real em um monitor.

O coordenador do Serviço de Ginecologia do hospital, Moisés Cartaxo, destacou a importância da oferta dessa técnica. “Além de proporcionar uma abordagem minimamente invasiva, com recuperação rápida e segura, a histeroscopia garante o cuidado integral com a saúde da mulher, ampliando a oferta de serviços da nossa unidade”, disse o médico.

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Qual a relação entre pólipos, endometriose e fertilidade?

Embora a paciente do caso não tenha endometriose, a notícia foi divulgada durante o mês de março, dedicado à conscientização sobre essa doença. A endometriose afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo e pode causar dor intensa e dificultar a gravidez. Os pólipos uterinos, por sua vez, são resultado de uma proliferação anômala de células do endométrio e também podem interferir na implantação do embrião. A demora no diagnóstico de ambas as condições reforça a importância da investigação de sintomas e do acompanhamento médico regular.

O relato da paciente Juliana de Sousa ilustra essa jornada. “Eu sempre tive o sonho de ser mãe e, quando começaram as dores e cólicas constantes, procurei ajuda médica. Receber o diagnóstico foi difícil, mas fiquei confiante com o tratamento. Agora, após a realização da cirurgia, estou mais esperançosa de que vou conseguir engravidar”, declarou.

A disponibilidade de procedimentos especializados como a histeroscopia em hospitais públicos representa um avanço no acesso à saúde da mulher, especialmente para pacientes do interior que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS). A ampliação desse tipo de atendimento fora dos grandes centros ajuda a reduzir deslocamentos para tratamento e reforça a interiorização de serviços especializados na rede pública, tema relevante para o acesso ao SUS em diferentes regiões do país. A rápida recuperação associada a técnicas minimamente invasivas permite que as pacientes retornem mais cedo às suas atividades, reduzindo o impacto social e econômico do tratamento.

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