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Guerra no Oriente Médio pode pressionar custos da Natura, dizem executivos

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Natura considera potencial pressão sobre os custos se guerra no Oriente Médio se prolongar

A Natura, multinacional brasileira de cosméticos, informou nesta terça-feira (17 de março de 2026) que suas cadeias de abastecimento não foram interrompidas pelo conflito no Oriente Médio. Contudo, a empresa sinaliza que pode haver pressão sobre os custos caso a guerra se prolongue. As declarações foram feitas em teleconferência com analistas pelo presidente do grupo, João Paulo Ferreira.

De acordo com informações do Valor Econômico, a companhia acompanha de perto os desdobramentos do cenário internacional.

Silvia Vilas Boas, diretora financeira da Natura, explicou que o conflito impacta as commodities, especialmente o petróleo, gerando volatilidade. Segundo ela, o aumento no preço do petróleo pode encarecer insumos e transportes, impactando os custos da empresa.

Quais os impactos da guerra no petróleo para a Natura?

A diretora financeira ressaltou que o cenário externo é afetado pela guerra, pois o conflito gera impacto sobre commodities, principalmente o petróleo, que tem apresentado forte volatilidade. “O custo dos insumos que utilizam petróleo como base tende a crescer”, disse. “Isso traz implicações, por exemplo, em transportes que dependem de diesel.”

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Como a Natura pretende lidar com a pressão nos custos?

A companhia, afirmou Silvia Vilas Boas, tem ferramentas e inteligência interna para enfrentar os desafios. “Principalmente na marca Natura, que tem um ‘equity’ (valor de marca) muito forte e uma elasticidade de preço melhor”, afirmou.

Qual o impacto da venda de operações internacionais na América Latina?

A venda de operações internacionais do grupo, que eram majoritariamente espalhadas pela Europa (como as marcas Aesop e The Body Shop), interfere positivamente para o resultado da América Latina, observou Vilas Boas, já que essas operações sofrem outros tipos de impactos relacionados à guerra. “A venda dessas operações nos dá foco no mercado da América Latina, que é onde historicamente a gente sabe operar muito bem, e diminui muito o nosso perfil de risco”, completou.

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