As forças militares de Israel eliminaram, na manhã desta segunda-feira (6), o general Majid Khademi, atual chefe de inteligência da Guarda Revolucionária. O oficial foi morto por meio de um bombardeio aéreo coordenado na capital do Irã, Teerã. Esta ofensiva faz parte de uma estratégia contínua de desmantelamento das lideranças políticas e militares do governo islâmico iraniano, tática que vem sendo intensificada no cenário do conflito armado no Oriente Médio. No Brasil, a escalada de tensões na região, envolvendo grandes produtores de petróleo como o Irã, costuma ser acompanhada com atenção pelo mercado, dada a sua capacidade de gerar volatilidade no preço internacional do barril tipo Brent, influenciando diretamente o custo dos combustíveis no país.
De acordo com informações do UOL Notícias, a morte de Khademi aprofunda a política de decapitação do regime teocrático, promovida no escopo de uma ampla campanha militar liderada pelos Estados Unidos. Na linha de frente operacional, a responsabilidade por abater os líderes iranianos de alto escalão tem ficado majoritariamente a cargo das Forças de Defesa israelenses.
Logo nos estágios iniciais da guerra, a cúpula do governo persa já havia sofrido baixas severas e irreparáveis. O então líder supremo do país asiático, Ali Khamenei, juntamente com dezenas de outros comandantes e agentes governamentais de extrema relevância, acabaram mortos durante bombardeios diretos executados em bases territoriais de Teerã.
Como as forças aliadas ao Irã reagem à perda sistemática de chefes militares?
Especialistas em defesa internacional apontam que a teocracia iraniana tem conseguido sobreviver de maneira provisória, substituindo de forma contínua e rápida todos os oficiais assassinados na linha de frente. Contudo, essa prática constante, referida no meio estratégico militar ocidental como “cortar a grama”, acaba por causar um severo enfraquecimento das estruturas políticas, hierárquicas e de inteligência do país ao longo dos meses.
O desgaste profundo não se restringe apenas às tropas regulares controladas pelo Irã. Diversos grupos armados aliados, que compõem a coalizão na região, enfrentam graves crises de comando. O Hamas, que atua nos territórios palestinos, e o Hezbollah, fortemente estabelecido no Líbano, ainda não conseguiram reconstruir completamente suas respectivas bases de liderança, severamente atingidas pelas ofensivas de Israel em resposta aos ataques armados registrados em 7 de outubro de 2023.
Quais foram os principais líderes do regime eliminados recentemente por Israel?
O impacto na hierarquia de defesa iraniana e no meio político é considerado extenso pelas agências internacionais. O Estado judeu estendeu as eliminações seletivas para além do quadro estritamente bélico, alvejando figuras institucionais fundamentais. Entre os alvos vitais abatidos nos últimos períodos da guerra, destacam-se os seguintes líderes:
- O comandante-geral da Guarda Revolucionária, Mohammad Papkour, cuja morte ocorreu logo no primeiro dia de embate regional aberto, em 28 de fevereiro;
- O líder máximo da Marinha da Guarda Revolucionária, que detinha o controle do estratégico estreito de Hormuz, morto por mísseis israelenses no dia 26 de março;
- O diplomata e político Ali Larijani, que ocupava a chefia do Conselho de Segurança Nacional e era visto como o quadro governamental mais apto a negociar acordos de paz;
- O mais recente alvo atingido, o general de inteligência Majid Khademi, abatido nesta segunda-feira (6).
Quais são as consequências imediatas no território de Israel após as baixas iranianas?
O cenário diplomático rompido e o excesso de hostilidades militares geram respostas bélicas em múltiplas fronteiras espalhadas pelo mapa regional. Em retaliação aos constantes ataques aéreos coordenados em Teerã e nas posições fortificadas mantidas pelo Hezbollah no Líbano, a artilharia iraniana realizou investidas armadas direcionadas aos domínios governados por Tel Aviv. Tradicionalmente, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) acompanha o agravamento das hostilidades no Oriente Médio com preocupação, emitindo apelos frequentes à moderação e ao respeito ao direito internacional.
Os disparos de resposta ordenados pelo Irã deixaram pelo menos cinco pessoas feridas nesta segunda-feira (6) na região metropolitana de Tel Aviv, reconhecida globalmente como o principal e mais vital centro econômico de Israel. Além do impacto urbano na capital econômica, as equipes de resgate no norte do país confirmaram que quatro corpos foram retirados dos escombros de um complexo residencial atingido e totalmente destruído na cidade costeira de Haifa durante os intensos bombardeios registrados no último domingo (5).


