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Governo registra déficit de R$ 30 bilhões em fevereiro devido a despesas

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Brasília (DF), 11/10/2023, Prédio do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios em Brasília.
Brasília (DF), 11/10/2023, Prédio do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil — EBC/Agência Brasil — CC BY 3.0 BR

O Governo Central registrou um déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro de 2026. Este resultado foi impactado pelo Programa Pé-de-Meia e pelos reajustes salariais concedidos ao funcionalismo público. O anúncio foi feito pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira, 30 de março de 2026. De acordo com informações da Agência Brasil, o déficit primário ocorre quando as despesas superam as receitas, desconsiderando os juros da dívida pública.

O Governo Central reúne as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central. Esse resultado é um dos principais indicadores fiscais acompanhados para medir a situação das contas públicas do país.

O que levou ao déficit em fevereiro?

Em fevereiro, o resultado negativo foi impulsionado principalmente pelas receitas menores em comparação aos gastos totais. O aumento nas despesas se deu em áreas como Previdência, pessoal e programas sociais, pressionando as contas públicas.

No mês, o Governo Central teve uma receita líquida de R$ 157,8 bilhões, um acréscimo de 5,6% ajustado pela inflação, enquanto as despesas totais alcançaram R$ 187,7 bilhões, representando um aumento de 3,1% acima da inflação.

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Como estão as receitas e despesas do governo?

As receitas cresceram em termos reais, devido à melhor arrecadação de tributos como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Porém, tal incremento não foi suficiente para cobrir todas as despesas. Os gastos que mais cresceram foram:

  • Educação: R$ 3,4 bilhões a mais;
  • Saúde: R$ 1,4 bilhão a mais;
  • Pessoal: R$ 2,2 bilhões a mais;
  • Previdência: R$ 1,7 bilhão a mais.

O que mostra o acumulado do ano?

Nos primeiros dois meses de 2026, o governo ainda mantém um superávit primário de R$ 56,85 bilhões, graças principalmente ao resultado positivo de janeiro. A receita líquida no período foi de R$ 430,5 bilhões, enquanto as despesas totais atingiram R$ 373,6 bilhões.

O governo planeja encerrar o ano com um superávit de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34,3 bilhões.

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