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Governo do Pará amplia segurança fluvial com nova base integrada no Baixo Tocantins

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Embarcação policial moderna navegando em rio, com agentes fardados e estrutura de base flutuante ao fundo.
Foto: Autor / Flickr (CC BY)

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), anunciou a entrega da terceira Base Fluvial Integrada de Segurança Pública, denominada Baixo Tocantins, para o final de março de 2026. Localizada estrategicamente no município de Abaetetuba, a unidade tem como objetivo intensificar o combate ao crime organizado e à pirataria nas hidrovias da região, consolidando uma barreira de fiscalização em um dos pontos mais sensíveis da Amazônia para o transporte de ilícitos.

De acordo com informações da Agência Pará, o projeto recebeu um investimento total de R$ 9 milhões do tesouro estadual e já alcançou 100% de conclusão física. Atualmente, a estrutura passa pelas etapas finais de acabamento e aplicação da identidade visual antes de iniciar as operações plenas de monitoramento e controle de embarcações.

Qual é a importância estratégica da nova unidade em Abaetetuba?

A escolha do local para a instalação da base não foi aleatória. O Baixo Tocantins é considerado um corredor logístico vital para o fluxo de mercadorias no estado, mas também é visado por organizações criminosas devido à proximidade com o porto de Vila do Conde, em Barcarena, um dos principais terminais portuários do Pará. Segundo as autoridades de segurança, esta área é um dos últimos pontos de passagem para embarcações que podem ser utilizadas para o tráfico internacional de drogas e outros materiais clandestinos.

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ed-Lin Anselmo, ressaltou que a presença física do Estado em pontos estratégicos é fundamental para interceptar cargas antes que cruzem as fronteiras. Sobre o papel da base na logística do crime, o secretário afirmou:

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Esse é o último ponto de passagem para embarcações que podem servir de transporte para o tráfico de drogas, bem como para outros tipos de crimes, pois o porto de Vila do Conde é conhecido por ser uma das rotas que nos liga aos demais países da América Latina. Nossa estratégia é acompanhar esse fluxo de embarcações, com o objetivo de interceptar cargas clandestinas antes mesmo de cruzarem as nossas fronteiras.

Como será a estrutura e o funcionamento da base fluvial?

A base foi projetada para operar de forma autônoma e integrada, oferecendo condições de permanência para as equipes em campo. A estrutura dispõe de recepção, dormitórios, banheiros, cozinha e uma sala de monitoramento equipada com tecnologia para vigilância constante. Além disso, a unidade conta com duas celas para custódia temporária de suspeitos detidos durante as operações nos rios.

Para garantir a mobilidade e o acesso, foram instaladas passarelas articuladas que conectam a parte terrestre à fluvial, além de flutuantes intermediários que sustentam a edificação sobre a água. A operação será composta por uma força-tarefa multidisciplinar, incluindo profissionais de diversas instituições, tais como:

  • Polícias Civil, Militar e Federal;
  • Corpo de Bombeiros Militar do Pará;
  • Grupamento Fluvial de Segurança Pública (Gflu);
  • Servidores da Secretaria da Fazenda e da Receita Federal;
  • Agentes de fiscalização ambiental e sanitária.

Quais são os resultados obtidos pelas bases fluviais no Pará?

A implementação dessas unidades permanentes tem apresentado resultados estatísticos robustos. Nos primeiros meses de 2026, as bases já existentes, localizadas em Breves e Óbidos, realizaram a abordagem de mais de 330 embarcações e fiscalizaram cerca de 22 mil pessoas. Essas ações resultaram na apreensão de 135 quilos de entorpecentes e de cinco toneladas de pescado irregular, além do cumprimento de quatro mandados de prisão.

A redução da criminalidade fluvial é um dos principais indicadores de sucesso do programa. Dados da Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac) revelam que o estado encerrou o ano de 2025 com 93 ocorrências de roubos fluviais, o que representa uma queda de 48% em comparação a 2021, quando foram registrados 178 casos. Na região da Base Antônio Lemos, no Marajó, a redução foi ainda mais expressiva, atingindo 91% no mesmo período.

Com a nova base em Abaetetuba, o governo estadual amplia a presença em uma região estratégica do nordeste paraense e reforça a fiscalização em rotas fluviais essenciais para o transporte de pessoas e cargas na Amazônia. A medida busca proteger as atividades econômicas locais e combater crimes como o contrabando, a pesca ilegal e os atos de pirataria que historicamente desafiam a segurança pública na região amazônica.

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