A governadora do Pará, Hana Ghassan, realizou uma visita técnica ao novo Hospital Regional Materno-Infantil de Marabá “Dr. Nagib Mutran” nesta sexta-feira (10). O objetivo da agenda foi acompanhar de perto o fluxo de atendimentos da unidade, que iniciou suas operações em 31 de março. Em sua primeira fase de funcionamento, o hospital já contabiliza 701 procedimentos entre consultas e exames, consolidando-se como um reforço estratégico para a rede de saúde das regiões de Carajás e Lago de Tucuruí.
De acordo com informações da Agência Pará, a estrutura foi planejada para descentralizar o atendimento especializado no sudeste paraense. Durante a vistoria, a chefe do Executivo estadual conversou com pacientes e servidores para avaliar a qualidade dos serviços prestados. A unidade hospitalar opera, neste momento, com foco em especialidades como ginecologia, obstetrícia, urologia e pediatria, além de oferecer suporte diagnóstico laboratorial e de imagem.
Como está o funcionamento do Hospital Materno-Infantil de Marabá?
A governadora Hana Ghassan destacou a relevância de monitorar a transição dos serviços para a nova sede. Em sua manifestação oficial, ela ressaltou o compromisso com a agilidade na conclusão das próximas etapas da obra. De acordo com a gestora, o foco atual é garantir que a população sinta a diferença imediata na qualidade do acolhimento médico após anos de espera pela estrutura.
“É importante a gente, além de entregar um grande hospital como esse, um materno-infantil tão esperado pela população de Marabá e de toda a região, acompanhar como está o funcionamento. Eu estou aqui justamente para conversar com os pacientes, com a população que está sendo atendida para saber como foi a qualidade do atendimento e acompanhar de perto com os nossos servidores”, afirmou Hana Ghassan.
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Quais serviços estão disponíveis nesta fase inicial da unidade?
Nesta etapa de implementação, o Hospital Regional Materno-Infantil de Marabá prioriza o Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT). Isso inclui a oferta de métodos gráficos e exames laboratoriais fundamentais para o acompanhamento gestacional e infantil. Pacientes como Maria Auricélia Teixeira, que se deslocou do município de Itupiranga, relataram satisfação com o atendimento recebido, destacando que a estrutura atende prioritariamente usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de baixa renda.
O secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, reforçou que a unidade se tornará a principal referência regional para casos de alta complexidade materna. Segundo o titular da SESPA, a implementação será gradual:
- Consultas especializadas em ginecologia e obstetrícia;
- Atendimentos pediátricos e urológicos;
- Exames de imagem e suporte laboratorial completo;
- Fluxo de regulação estadual para pacientes pré-cadastrados.
Quem são os principais beneficiados pelo novo hospital regional?
O impacto assistencial da unidade abrange 17 municípios da região de Carajás e cinco municípios da região do Lago de Tucuruí. O acesso aos serviços não ocorre por livre demanda, mas sim através da regulação estadual, que redireciona pacientes que anteriormente dependiam de outras unidades menos equipadas. Esse sistema visa organizar a fila de espera e garantir que casos urgentes de pediatria e obstetrícia tenham prioridade absoluta no suporte tecnológico da nova unidade.
A paciente Eloise de Moura, moradora de Marabá, celebrou a rapidez no atendimento pós-cirúrgico de sua filha. Segundo o relato da usuária, a nova estrutura física, aliada ao esclarecimento de dúvidas médicas, representa um avanço para a segurança das famílias locais. O governo estadual planeja que, em breve, 100% dos serviços previstos no projeto original estejam operacionais.
Qual será a capacidade total da estrutura após a conclusão das obras?
O projeto arquitetônico do hospital compreende 12 mil metros quadrados de área construída. Quando estiver em pleno funcionamento, a unidade contará com um total de 135 leitos. A estrutura finalizada promete entregar um complexo hospitalar de alta tecnologia voltado exclusivamente para a saúde da mulher e da criança no Pará.
A configuração futura do hospital inclui os seguintes setores:
- Enfermarias e UTIs adulto, pediátrica e neonatal;
- Unidade de Cuidados Intermediários e espaço para o Projeto Mãe Canguru;
- Centro cirúrgico e centro obstétrico modernos;
- Banco de leite humano e agência transfusional;
- Pronto atendimento obstétrico e centro de parto normal com salas integradas.
Com essa entrega, o Governo do Estado busca consolidar Marabá como o principal polo de saúde do Sudeste paraense, reduzindo a necessidade de deslocamentos para a capital e garantindo assistência humanizada desde o pré-natal até os cuidados intensivos neonatais.