Gabigol não é mais referência do Flamengo, afirma ex-presidente Landim

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O ex-presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, declarou publicamente que o atacante Gabigol (Gabriel Barbosa) perdeu o status de principal referência da geração vitoriosa do clube carioca. As declarações vieram à tona em uma entrevista concedida nesta quinta-feira (2 de abril), revelando os bastidores da conturbada saída do jogador ao término da última temporada, além de detalhar os atritos internos, a queda drástica de rendimento esportivo e as divergências financeiras que culminaram no fim de um ciclo histórico no futebol brasileiro.

De acordo com informações do GE, a diretoria rubro-negra chegou a encaminhar uma extensão contratual até o ano de 2028, mas optou por recuar e oferecer apenas mais um ano de vínculo, válido até 2025. A mudança de postura gerou insatisfação imediata no atleta, que acabou anunciando sua despedida ainda no gramado da Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), logo após a conquista do título nacional da Copa do Brasil.

Por que a renovação de contrato do ídolo rubro-negro fracassou?

A justificativa da cúpula diretiva baseou-se estritamente na análise de custo-benefício e no desempenho recente dentro de campo. Após temporadas brilhantes desde sua chegada à equipe, o rendimento do atacante sofreu uma queda acentuada ao longo dos últimos dois anos. Além disso, o aspecto financeiro pesou significativamente na decisão de não ceder às exigências do estafe do jogador para um contrato de longa duração.

O ex-mandatário revelou que o custo total de um novo contrato nos moldes inicialmente discutidos chegaria a R$ 180 milhões, valor equivalente à compra do terreno na região do Gasômetro, no Rio de Janeiro, destinado à construção do futuro estádio do clube. A gestão avaliou que comprometer essa elevada quantia com um atleta que apresentava forte instabilidade técnica não seria o caminho mais responsável. Sobre a situação técnica e o peso das decisões, o ex-dirigente foi categórico:

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Pelos dois últimos anos, apesar de ser ídolo, não estou convencido. (…) Só que quando você vai contratar um jogador, você não olha para trás, você olha para a frente do que ele é capaz de fazer. O desempenho caiu, imagino que outros fatores fora de campo influenciaram nisso.

O que aconteceu nos bastidores da final do torneio nacional?

O estopim para a ruptura total da relação profissional envolveu episódios de indisciplina e falta de sintonia com o elenco na reta final da temporada. Durante a primeira partida da decisão do campeonato, ocorreu um atrito direto com o técnico Filipe Luís. No jogo de volta, a substituição no intervalo evidenciou ainda mais o distanciamento tático, uma vez que a equipe melhorou seu desempenho e garantiu a vitória sem o camisa 99 no gramado.

A situação agravou-se no momento da comemoração do título. Em vez de celebrar com o grupo, o jogador preferiu monopolizar as atenções ao confirmar sua saída do clube durante uma entrevista ao vivo. A atitude foi vista internamente como uma tentativa de ofuscar a conquista coletiva e gerar um clima hostil. O isolamento do atacante ficou claro durante a viagem de retorno ao Rio de Janeiro.

Todos felizes porque o Flamengo foi o primeiro campeão no estádio do Atlético-MG. (…) O cara sai e a primeira declaração é de que ele não vai ficar no Flamengo. Ele não teve respeito aos amigos dele que estavam ali ganhando. Teve uma camisa comemorativa que mandamos fazer. Todos vestiram na volta para o Rio. Ele foi o único que fez questão de não vestir.

Qual é o legado esportivo deixado pelo atacante na Gávea?

Apesar do desfecho melancólico e das críticas diretas do alto escalão diretivo, os números consolidados garantem o espaço do atleta na galeria dos maiores nomes da história da instituição. O dirigente admitiu que a pressão exercida pela figura do atacante no vestiário muitas vezes forçou sua escalação e acuou treinadores, mas seu currículo no clube reflete um período de hegemonia incontestável.

Durante sua passagem de quase seis anos pelo time principal, os registros estatísticos estabeleceram marcas impressionantes que dificilmente serão esquecidas pelos torcedores:

  • Disputou 308 partidas oficiais com a camisa rubro-negra;
  • Marcou 161 gols, tornando-se o sexto maior artilheiro da história da instituição;
  • Contribuiu com 43 assistências diretas para seus companheiros de equipe;
  • Conquistou 13 troféus, incluindo duas edições da Copa Libertadores da América e dois Campeonatos Brasileiros.

O encerramento deste longo ciclo histórico foi marcado por um distanciamento frio, culminando em uma despedida sem sequer posar para fotos com a diretoria após receber uma placa de homenagem. Ao avaliar todo o cenário, a antiga presidência reconheceu a grandeza do passado, mas lamentou profundamente a postura recente que desconstruiu a imagem de liderança absoluta.

Eu entendo, ele teve as razões dele, estava frustrado porque achava que a gente deveria ter recontratado ele. A verdade é a seguinte: o nome do Gabigol está marcado na história do Flamengo, ele teve uma participação gigantesca nos títulos. Eu sinto pena porque acho que se ele continuasse a ter o desempenho que vinha tendo, tinha tudo para ser o jogador referência desse período vencedor. E eu não tenho a menor dúvida que hoje ele já não é mais.

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