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Futuros de Nova York caem com guerra entre EUA e Irã na quarta semana; petróleo sobe

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Gráfico de linha vermelha em queda sobre fundo desfalcado do distrito financeiro de Wall Street em Nova York.
Foto: kalleboo / flickr (by)

Os futuros das bolsas de Nova York abriram em queda na noite de domingo, 22 de março de 2026, enquanto os preços do petróleo avançavam em meio ao acompanhamento, por investidores, dos desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã, que chegou à quarta semana sem sinais de redução das tensões. O movimento foi registrado no mercado futuro americano, com recuo dos contratos de Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq 100, ao mesmo tempo em que Brent e WTI operavam em alta, em um cenário de preocupação com impactos inflacionários e com os próximos passos do conflito. Para o Brasil, a alta do petróleo é relevante porque pode pressionar os preços dos combustíveis e afetar a inflação, além de influenciar o humor de investidores na B3. De acordo com informações do InfoMoney.

Às 19h11, os futuros do Dow Jones recuavam 273 pontos, ou 0,6%, para 45.620 pontos. Os contratos futuros do S&P 500 caíam 0,6%, para 6.516 pontos, enquanto os do Nasdaq 100 perdiam 0,63%, para 23.949 pontos. No mercado de energia, o petróleo Brent subia US$ 1,01, ou 0,90%, para US$ 113,20 por barril. Já o WTI era cotado a US$ 98,85, alta de US$ 0,62, ou 0,63%.

Por que os futuros das bolsas em Nova York abriram em queda?

A abertura negativa dos índices futuros ocorre em meio à continuidade da guerra entre Estados Unidos e Irã. O conflito entra na quarta semana sem sinais de arrefecimento, o que mantém os investidores atentos ao risco geopolítico e aos reflexos sobre energia, inflação e política monetária.

O ambiente de cautela também sucede uma semana ruim para Wall Street. Dow Jones e Nasdaq acumularam queda de cerca de 2%, enquanto o S&P 500 perdeu 1,5%. O fechamento representou a primeira sequência de quatro semanas seguidas de perdas do Dow Jones desde 2023.

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Como o petróleo reagiu ao avanço das tensões?

Os contratos do petróleo continuaram em alta, em movimento associado ao agravamento das preocupações com oferta e com a estabilidade regional. O Brent, referência internacional, avançava para US$ 113,20 por barril às 19h11, depois de ter encerrado a sexta-feira anterior no maior nível desde julho de 2022. Como o Brent é uma das referências do mercado internacional de petróleo, sua alta costuma ser acompanhada de perto no Brasil por seus efeitos potenciais sobre combustíveis, fretes e custos da economia.

No mesmo horário, o WTI era negociado a US$ 98,85 por barril, ampliando o ganho registrado na sessão anterior. O avanço das cotações do petróleo é um dos pontos monitorados pelo mercado porque pode pressionar preços e influenciar as expectativas sobre juros nos Estados Unidos.

Quais fatores adicionais estavam no radar dos investidores?

Além do conflito, os investidores acompanhavam as ações de Teerã após o presidente americano, Donald Trump, ter dado um ultimato de 48 horas para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz ou enfrentasse ataques às suas usinas de energia. O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica para o comércio global de petróleo, e qualquer ameaça à navegação na região costuma provocar reação imediata nos mercados internacionais. Conforme o texto-base, esse prazo expiraria na noite de segunda-feira em Washington.

Na avaliação descrita na reportagem original, a pressão vendedora na sexta-feira foi reforçada pela antecipação, por parte do mercado, da possibilidade de o Federal Reserve elevar os juros ainda neste ano. A razão apontada é que a alta do petróleo pode provocar um novo choque inflacionário.

Quais números resumem o movimento do mercado?

  • Dow Jones futuro: 45.620 pontos, queda de 0,6%
  • S&P 500 futuro: 6.516 pontos, queda de 0,6%
  • Nasdaq 100 futuro: 23.949 pontos, queda de 0,63%
  • Brent: US$ 113,20 por barril, alta de 0,90%
  • WTI: US$ 98,85 por barril, alta de 0,63%

O quadro descrito indica uma combinação de aversão ao risco nos mercados acionários e valorização das commodities energéticas. Com a guerra ainda no foco e as expectativas sobre inflação e juros sob pressão, o desempenho dos ativos segue diretamente condicionado ao noticiário geopolítico.

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