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Furto de material biológico da Unicamp: o que se sabe sobre o caso investigado

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Foto de laboratório da Unicamp com bancadas, equipamentos científicos e tubos de ensaio, em tom investigativo.
Reprodução / agenciabrasil.ebc.com.br

O furto de material biológico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), descoberto em março de 2026, é investigado pela Polícia Federal após o desaparecimento de itens do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia, em Campinas, no interior de São Paulo. Segundo as informações divulgadas, a suspeita é de que os materiais tenham sido retirados sem autorização por Soledad Palameta Miller, professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos, com ajuda de seu marido, Michael Edward Miller, doutorando da universidade. De acordo com informações da Agência Brasil, a motivação do caso ainda não foi identificada pelas autoridades.

A Unicamp informou que comunicou a Polícia Federal em 16 de março de 2026, embora já tivesse notado dias antes o desaparecimento de materiais biológicos. Além da apuração policial, a universidade abriu uma investigação interna e acionou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela análise pericial dos itens encontrados.

Quando o furto foi identificado?

O caso veio a público depois que a universidade detectou, em março de 2026, o desaparecimento de materiais biológicos do laboratório. A comunicação formal à Polícia Federal ocorreu em 16 de março de 2026. Na segunda-feira, 23 de março de 2026, a PF prendeu Soledad Palameta Miller em flagrante.

No dia seguinte, ela foi liberada. Segundo as autoridades, a professora teria contado com a ajuda do marido, Michael Edward Miller. A investigação continua em andamento com colaboração da universidade.

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Quem são os suspeitos no caso?

Os suspeitos são a professora Soledad Palameta Miller, ligada à Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, e o veterinário Michael Edward Miller, que também é doutorando na instituição. Soledad chegou a ficar detida por um dia na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu e foi solta após pagamento de fiança.

Michael Edward Miller, segundo a reportagem, também possui uma empresa de base tecnológica participante da Incamp, a incubadora de empresas da Unicamp. Como integrante da incubadora, ele teria direito apenas ao uso do espaço compartilhado de escritório.

Para onde o material foi levado?

De acordo com as informações divulgadas até agora, os itens não saíram do campus da Unicamp. O material retirado do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada foi localizado em dois outros laboratórios da própria universidade.

  • Parte foi encontrada na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA)
  • Outra parte foi localizada no Laboratório de Doenças Tropicais Professor Luiz Jacinto da Silva, do Instituto de Biologia

As autoridades ainda não informaram a motivação do furto nem detalharam por que o material foi levado para esses locais.

O que foi furtado?

A Unicamp informou que foram subtraídos vários tipos de vírus, mas não especificou quais. A universidade também declarou que, entre os organismos retirados, nenhum era geneticamente modificado, diferentemente do que se suspeitava inicialmente.

O laboratório de origem do material tem nível três de biossegurança, descrito na reportagem como o mais alto de todos. A análise pericial dos itens ficou a cargo da Anvisa, agência federal responsável pela regulação sanitária no país.

Quais medidas foram tomadas e o que dizem os envolvidos institucionais?

Além de acionar a Polícia Federal, a Unicamp instaurou investigação interna para apurar o episódio. A instituição afirmou ainda que segue colaborando integralmente com as autoridades policiais e judiciárias no esclarecimento dos fatos.

Em comunicado citado pela reportagem, a universidade classificou o episódio como um caso isolado. A nota afirma:

“que é reconhecida em importantes rankings internacionais como a segunda melhor universidade da América Latina devido à qualidade de sua produção científica e à excelência e comprometimento de seu corpo docente, de seus funcionários e de seus alunos”

Segundo a apuração, o casal poderá responder por furto qualificado e fraude processual. Até o momento, porém, a investigação policial segue em curso, e as autoridades ainda não divulgaram a motivação atribuída aos suspeitos de retirar o material biológico sem autorização.

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