As dificuldades da Aston Martin com o motor Honda na pré-temporada de Fórmula 1 despertaram preocupações para a temporada de 2026. Com o prazo de homologação do motor já ultrapassado e a falta de peças de reposição, a equipe pode enfrentar desafios no GP da Austrália. Diante desse cenário, relembre um episódio marcante na carreira de Fernando Alonso, onde problemas com o motor Honda o tiraram da corrida logo na primeira volta.
De acordo com informações do UOL Esporte, o incidente ocorreu no GP do México de 2015, em 1º de novembro. Na ocasião, o carro da McLaren de Alonso, equipado com motor Honda, apresentou um problema no motor elétrico desde o sábado, impedindo-o de completar sequer uma volta no Autódromo Hermanos Rodríguez.
“Saí por respeito aos fãs e tentei completar a primeira volta. Sabíamos que tínhamos poucos metros de potência normal e saímos por respeito aos torcedores”, explicou Alonso na época.
Apesar da breve participação, Alonso ainda conseguiu ultrapassar alguns adversários na largada antes de registrar sua oitava desistência, a primeira da Honda com a McLaren, dois meses após o piloto se referir à unidade de potência japonesa como ‘motor de GP2’.
Quais outros problemas Alonso enfrentou com a Honda?
Em 2017, durante o GP da Rússia, Alonso enfrentou outro problema de confiabilidade com o motor Honda, desta vez na volta de apresentação, o que o impediu de sequer largar na corrida. O ocorrido gerou preocupação, pois já era a terceira temporada da parceria entre Honda e McLaren, e na corrida anterior, no Bahrein, o mesmo problema havia afetado Stoffel Vandoorne, companheiro de equipe de Alonso.
Naquela temporada de 2017, Alonso teve quatro abandonos nas quatro primeiras corridas. No entanto, a Aston Martin está otimista de que a história será diferente desta vez.
A Aston Martin já considerou não correr?
A Aston Martin chegou a cogitar não participar da primeira corrida, o que acarretaria quebra do Pacto de Concórdia e o pagamento de uma multa considerável. Além do impacto esportivo e moral, a equipe enfrentaria mais uma penalidade financeira.
Há precedentes de equipes que não correram em GPs?
Sim, existem precedentes. A equipe Manor (Marussia), devido a sérios problemas financeiros, não conseguiu preparar o carro a tempo para o GP da Austrália de 2015. Apesar de estar presente no paddock, seus pilotos Roberto Merhi e Will Stevens não participaram das atividades do fim de semana.
Antes disso, a equipe HRT também não conseguiu disputar a primeira corrida das temporadas de 2011 e 2012, ambas na Austrália, devido à regra dos 107%. Essa regra estabelece que, durante o Q1, o melhor tempo de um piloto não pode exceder 107% do tempo mais rápido da sessão, caso contrário, ele perde a inscrição e não pode disputar a corrida.
O regulamento prevê que, em circunstâncias excepcionais, os tempos dos treinos livres podem ser considerados, permitindo que os comissários autorizem a largada do piloto. No entanto, nos casos da HRT, os tempos nos treinos também foram considerados lentos demais, impedindo a equipe de participar da corrida.