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Foozi projeta R$ 1 bilhão em economia para o food service em quatro anos

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Executivo analisando gráficos de desempenho financeiro em um tablet em ambiente moderno de escritório.
Foto: puroticorico / flickr (by)

A Foozi, startup brasileira voltada à inteligência de compras para o setor de food service, projeta gerar R$ 1 bilhão em economia para seus clientes nos próximos quatro anos, com expectativa de atender mais de três mil empresas. A estimativa foi divulgada em reportagem publicada em 31 de março de 2026 e está relacionada à expansão da plataforma entre restaurantes, hotéis, padarias e supermercados. De acordo com informações do Monitor Mercantil, a empresa aposta na digitalização das compras para reduzir desperdícios, melhorar a gestão de fornecedores e aumentar a eficiência operacional.

Segundo a reportagem, o food service brasileiro deve crescer 7% ao ano até 2028, conforme estudo da Redirection International. Apesar desse cenário de expansão, o setor ainda opera em grande parte com processos manuais, baixa previsibilidade e pouco uso de dados nas decisões de compra. No Brasil, o termo food service abrange operações de alimentação fora do lar e cadeias de abastecimento que atendem bares, restaurantes, hotéis e serviços de delivery. Foi nesse contexto que surgiu a Foozi, criada em 2023 a partir da experiência prática dos sócios Felipe Araújo, Rodrigo Lomeu, Luis Eugenio, Tiago Sarlo e Danilo Ribeiro.

Como a Foozi diz que atua nas compras do food service?

A empresa informa que sua atuação está concentrada na otimização de compras, na gestão de fornecedores e na eficiência do CMV, o Custo da Mercadoria Vendida. O indicador é amplamente usado no varejo e na alimentação para medir o peso dos insumos sobre a operação. A proposta é auxiliar estabelecimentos a comprar melhor, reduzir perdas e ampliar margens em uma etapa considerada sensível para o negócio.

Na descrição do modelo de funcionamento apresentada na reportagem, o CEO Felipe Araújo afirmou que o cliente precisa fornecer uma lista dos insumos necessários para aquisição semanal. A partir disso, a plataforma passa a centralizar o processo de compras.

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“Basta o cliente nos entregar uma lista com os insumos que precisa adquirir semanalmente”

“A única preocupação passa a ser o recebimento e a organização dos produtos no estabelecimento”

Ainda de acordo com Araújo, a empresa já movimentou mais de R$ 200 milhões em transações e reúne uma rede com mais de dois mil fornecedores, distribuidores e indústrias parceiras.

“Em apenas dois anos, já movimentamos mais de R$ 200 milhões em transações e contamos com uma rede de mais de 2 mil fornecedores, distribuidores e indústrias parceiras”

Quais investimentos foram citados pela empresa?

No início de 2026, a Foozi concluiu uma rodada ponte com a entrada do Funses I, Fundo Soberano do Espírito Santo, além de um follow-on da Investortech Ventures, apontada como a primeira investidora da startup. O Funses é um instrumento de investimento vinculado ao governo do Espírito Santo. Segundo o texto original, o objetivo do movimento é reforçar a estrutura de capital para sustentar a fase de expansão nacional.

A reportagem também informa que, em 2025, a empresa já havia firmado um contrato de investimento de R$ 2 milhões com a Investortech Ventures, companhia com atuação no Brasil, Europa, Emirados Árabes e Estados Unidos. A tese da investidora, segundo o texto, é apoiar soluções inovadoras com potencial de crescimento global baseadas em IA e Web3.

Araújo avaliou que os aportes contribuíram para ampliar a base de clientes ativos e para a evolução do negócio, que teria passado de uma solução focada em cotação e terceirização para uma plataforma mais ampla de inteligência de compras.

“Esses investimentos reforçam a posição da Foozi como uma das startups de maior tração no segmento de compras para o food service brasileiro. Com isso, conseguimos acelerar a expansão nacional, consolidar nossa presença em regiões estratégicas e nos preparar para a próxima rodada institucional”

“O resultado é um modelo mais maduro, com maior retenção, recorrência e impacto financeiro mensurável para os clientes, gerando economias relevantes no custo de insumos e mais controle operacional”

Quem foi anunciado para reforçar a empresa?

No movimento de expansão, a startup anunciou a chegada de dois nomes para apoiar o plano de crescimento:

  • Juliano Dutra, como advisor estratégico do board
  • Raphael Silva, como Chief Evangelist e sócio da empresa

Conforme a reportagem, Dutra é formado em Ciências da Computação pela Unicamp, possui MBA em Marketing pela FIA e foi cofundador do iFood e da Gringo. Já Raphael Silva é apresentado como empresário e especialista em delivery, além de fundador do Lucrando com Delivery.

O texto original afirma que empresas sob gestão de Raphael Silva movimentaram mais de R$ 300 milhões em faturamento nos últimos 12 meses e operaram mais de 400 lojas online ativas. Segundo a publicação, a expectativa é que ele ajude a aproximar o produto da realidade operacional dos clientes do setor.

Ao reunir projeções de economia, expansão nacional e reforço de capital, a Foozi tenta se posicionar em um mercado que ainda convive com baixa digitalização nas rotinas de compra. A meta de R$ 1 bilhão em economia, porém, é uma estimativa da própria empresa, apresentada no contexto de crescimento de sua base de clientes e de ampliação da atuação no food service brasileiro.

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