Fluminense e Flamengo se enfrentam no domingo, às 18h, pelo Brasileirão, já sabendo o resultado de Vitória x São Paulo, em um clássico que pode valer a vice-liderança caso a equipe baiana vença seu jogo. No Maracanã, o duelo reúne times com desempenho próximo em pontos, gols marcados e sofridos, mas com diferenças relevantes em transições e contra-ataques, segundo análise publicada antes da partida.
De acordo com informações do GE Futebol, o Fluminense soma 20 pontos, mesma pontuação do São Paulo, enquanto o Flamengo tem 17 e uma partida a menos. Em caso de empate em pontos, o time rubro-negro levaria vantagem no saldo de gols. O Fluminense marcou 17 gols e sofreu 11, enquanto o Flamengo fez 16 e levou nove.
O que diferencia Fluminense e Flamengo antes do clássico?
Embora os números gerais sejam parecidos, a análise destaca um desequilíbrio importante no jogo de contra-ataque. O Fluminense é a terceira equipe que mais finaliza dessa forma no Brasileirão, com 18 conclusões, média de 1,8 por partida. O time também já marcou dois gols em contragolpes no campeonato, incluindo um diante do Corinthians, e havia feito outro assim contra o próprio Flamengo no Campeonato Estadual.
Já o Flamengo apresenta os piores números defensivos nesse recorte. Na temporada, sofreu nove gols em contra-ataques, maior marca entre os 20 times citados na análise. Na Série A, levou 18 finalizações nesse tipo de jogada e sofreu quatro gols. No ataque, o cenário também chama atenção: o clube ainda não marcou em contra-ataque no Brasileirão e é o que menos finaliza dessa maneira, com apenas quatro tentativas.
Como o trabalho de Leonardo Jardim aparece nos números?
O texto aponta que esse aspecto do jogo ajuda a explicar uma mudança de comportamento sob o comando de Leonardo Jardim. Segundo a análise, a transição entre defesa e ataque ficou mais acelerada desde a chegada do treinador, em contraste com o estilo anterior da equipe, que priorizava a construção mais paciente das jogadas.
Mesmo com essa tentativa de acelerar o jogo, o Flamengo passou a finalizar menos. A média caiu de 17,3 finalizações por partida nos sete jogos anteriores à chegada do técnico para 12,4. A análise ressalta, porém, que contra o Santos o time voltou a criar mais, com 18 conclusões, e avalia que a defesa do Fluminense representará um teste mais exigente.
Quais outros números ajudam a entender o confronto?
Outro ponto observado é a posse de bola. O Fluminense tem a maior média do campeonato, com 58,1%, enquanto o Flamengo aparece com 54,6%, a quarta maior. A expectativa, portanto, é de disputa também pelo controle territorial e pela permanência com a bola.
Nas finalizações totais, o Fluminense leva vantagem em volume, com média de 15,0 por partida, contra 12,6 do Flamengo. Por outro lado, o time rubro-negro tem melhor eficiência: marca um gol a cada 7,1 tentativas, enquanto o tricolor precisa de 8,8 conclusões para balançar as redes uma vez. Defensivamente, o Flamengo também aparece com ligeira superioridade, sofrendo um gol a cada 11,1 finalizações contrárias, contra 10,3 do Fluminense.
Que padrões recentes de gols entram em campo no Maracanã?
A análise também destaca a bola aérea. O Fluminense sofreu oito dos últimos dez gols por cima, sendo que os oito mais recentes vieram dessa forma. No Flamengo, seis dos últimos dez gols sofridos também foram aéreos. No ataque, os dois times usaram jogadas altas para marcar quatro dos últimos dez gols, embora o Fluminense tenha concentrado esse padrão em quatro dos cinco gols mais recentes.
Entre os principais pontos levantados antes do clássico, estão:
- possível disputa pela vice-liderança, dependendo de Vitória x São Paulo;
- vantagem do Fluminense nas ações de contra-ataque;
- maior vulnerabilidade do Flamengo nesse tipo de jogada;
- mudança de estilo do Flamengo com Leonardo Jardim;
- equilíbrio entre posse de bola, volume ofensivo e resistência defensiva.
O levantamento citado pelo GE informa ainda que as probabilidades dos resultados da Série A são calculadas pelo economista Bruno Imaizumi com base em modelos estatísticos aplicados a microdados coletados desde 2013 pela equipe do Gato Mestre.