O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, protocolou um ofício na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nesta segunda-feira (6 de abril) para formalizar uma reclamação contra a arbitragem do Campeonato Brasileiro. A insatisfação da diretoria ocorreu devido à anulação de um gol marcado pelo colombiano Serna no empate por 1 a 1 contra a equipe do Coritiba, em partida disputada no estádio Couto Pereira, na capital paranaense, no último sábado (4).
De acordo com informações do GE Futebol, a queixa principal do clube carioca refere-se à suposta falta de critério por parte do árbitro Rafael Rodrigo Klein e da equipe responsável pelo árbitro de vídeo (VAR). A visita do mandatário à sede da entidade, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, também serviu para debater a sugestão de criação de uma liga única no futebol nacional, oportunidade que foi aproveitada para entregar o documento oficial de protesto.
Por que o gol do Fluminense foi anulado no Couto Pereira?
O lance controverso aconteceu aos 16 minutos da primeira etapa do confronto. Após uma cobrança de escanteio pelo lado direito do ataque, Maicon realizou um leve desvio de cabeça. A sobra da bola ficou com Serna, que finalizou de chapa na segunda trave e conseguiu superar o goleiro Pedro Rangel. No entanto, Rafael Rodrigo Klein foi acionado pelo monitor do VAR para revisar o momento exato do cruzamento e decidiu invalidar a jogada, assinalando uma falta cometida por Castillo sobre o jogador Sebastián Gómez.
A decisão gerou revolta imediata na alta cúpula tricolor e na comissão técnica da equipe. O treinador argentino Luis Zubeldía também protestou contra a marcação logo após o apito final. Durante a entrevista coletiva, o comandante chegou a levantar da cadeira para demonstrar, por meio de gestos, a sua visão sobre o que realmente ocorreu dentro da grande área. Uma vitória na rodada colocaria o time das Laranjeiras na liderança provisória da competição nacional.
Quais foram as alegações do presidente sobre a falta de critério?
Durante sua visita à sede da instituição que comanda o futebol no país, o mandatário destacou que o time construiu um elenco robusto para disputar todas as taças disponíveis na temporada e acabou prejudicado na corrida direta pela primeira posição. O grupo iniciou a jornada com três pontos de desvantagem para o líder do torneio e encerrou a rodada com uma diferença ampliada para cinco pontos.
O Fluminense protocolou um ofício manifestando seu descontentamento com a arbitragem. Eu vim aqui, conversei com o presidente da comissão, a gente vai ter uma reunião específica para tratar disso amanhã (terça-feira, 7 de abril), e o posicionamento do Fluminense é muito claro.
O dirigente utilizou uma comparação direta com outro jogo da primeira divisão para embasar a sua denúncia. Ele apontou de maneira enfática que um lance considerado muito semelhante e favorável ao Palmeiras acabou validado pela arbitragem na mesma rodada, enquanto o tento da equipe carioca foi sumariamente anulado pelos responsáveis pelo apito no Paraná.
Qual é o posicionamento da CBF sobre a arbitragem brasileira?
Segundo os relatos apresentados após as conversas iniciais, a própria confederação corrobora com a ideia de que a ausência de um padrão interpretativo representa o principal obstáculo atual no esporte. O presidente do clube detalhou que a instituição apresentou dados sobre os esforços recentes para qualificar os profissionais ao longo do campeonato.
Os pontos centrais levados ao debate entre o representante do clube e a comissão de arbitragem englobaram:
- A formalização oficial do protesto para evitar que novos erros semelhantes ocorram nas próximas semanas.
- O reconhecimento mútuo de que o trabalho de excelência e padronização demanda um longo prazo para gerar resultados efetivos.
- A apresentação, por parte da entidade esportiva, de um investimento total na ordem de R$ 195 milhões totalmente focados na preparação técnica dos juízes.
Isso não tem nada a ver com o Palmeiras, que fez a parte dele lá, mas é nítida que há uma diferença de critério, que houve uma diferença grande de critério entre os dois lances e esse é o nosso descontentamento. O que se pode fazer é cobrar da CBF que os responsáveis sejam punidos.
A diretoria tricolor segue aguardando os próximos passos da comissão responsável e espera que os indivíduos que tomaram as decisões polêmicas no estado do Paraná recebam punições adequadas. O mandatário ressaltou a dificuldade de aceitar a situação passivamente, visto o alto volume de trabalho e o robusto investimento financeiro dedicado ao departamento de futebol na atual temporada.