
O Fluminense estreia na fase de grupos da Conmebol Libertadores nesta terça-feira (07/04), enfrentando o Deportivo La Guaira pela primeira vez em sua história. A partida marca o retorno do clube tricolor à Venezuela após mais de uma década. De acordo com informações do GE Futebol, a comissão técnica carioca aposta no estudo minucioso para destrinchar o adversário sul-americano.
Para entender o cenário da partida, o histórico de jogadores nascidos no país vizinho e que hoje atuam no Brasil, como os meias Jefferson Savarino (atualmente no Botafogo) e Yeferson Soteldo (que defende o Grêmio), serve como termômetro da experiência acumulada no futebol local. A análise do retrospecto desses atletas venezuelanos ajuda a ilustrar as características do time mandante e o desafio que aguarda o clube carioca no estádio Olímpico de la UCV, localizado em Caracas, capital do país.
Como é o histórico de Savarino contra o La Guaira?
A trajetória de Savarino na Venezuela ocorreu majoritariamente com a camisa do Zulia, equipe que defendeu entre os anos de 2012 e 2017, antes de seguir para o futebol dos Estados Unidos. Durante esse período, o jogador disputou 120 partidas e anotou 28 gols. No entanto, o retrospecto contra o atual adversário carioca não foi favorável na época: em cinco confrontos, o atleta registrou três empates e duas derrotas.
O cenário mudou apenas quando o meia retornou ao futebol sul-americano para defender o Atlético Mineiro. Pelo clube brasileiro, Savarino enfrentou o La Guaira em duas oportunidades na fase de grupos da Libertadores de 2021. O jogador conquistou uma vitória expressiva por quatro a zero, marcando um dos gols da goleada, e garantiu um empate no jogo disputado fora de casa.
Soteldo possui vantagem contra o time venezuelano?
Diferentemente do compatriota, Soteldo apresenta uma estatística predominantemente positiva contra o rival desta semana. Durante sua passagem pelo Zamora, o atleta acumulou duas vitórias e apenas uma derrota contra o Deportivo La Guaira.
Os triunfos ocorreram nos anos de 2015 e 2016, ambos válidos pelo Campeonato Venezuelano. Embora não tenha balançado as redes adversárias nessas ocasiões específicas, o jogador foi titular em todos os confrontos, acumulando minutos essenciais de observação sobre o estilo de jogo da equipe rival.
Como foi a última partida do Fluminense na Venezuela?
O retorno do Fluminense ao território venezuelano acontece exatos 13 anos após o seu último compromisso no país. Curiosamente, a partida anterior ocorreu na mesma cidade e no mesmo estádio do duelo atual. Naquela ocasião, o time brasileiro venceu o Caracas por um a zero, com gol do ex-atacante Fred, ídolo tricolor que se aposentou dos gramados em 2022.
O confronto histórico, entretanto, ficou marcado por incidentes nos bastidores esportivos:
- O meia Thiago Neves foi cortado da relação de última hora por ter ingerido um medicamento sem a autorização prévia do departamento médico.
- O árbitro José Buitrago proibiu o então treinador Abel Braga, que havia sido campeão brasileiro pelo clube no ano anterior (2012), de utilizar um rádio de comunicação para conversar com seu auxiliar técnico na beira do gramado.
Qual é o retrospecto tricolor diante de times venezuelanos?
O histórico do Fluminense contra clubes da Venezuela é altamente positivo. Desde o ano de 1971, quando iniciou sua participação em torneios internacionais, a equipe soma sete vitórias e sofreu apenas uma derrota. O único revés aconteceu diante do Deportivo Itália e foi marcado por suspeitas nos bastidores envolvendo o elenco para prejudicar o trabalho do então técnico Zagallo, lenda do futebol brasileiro que faleceu no início de 2024.
Além de Deportivo Itália e Caracas, o tricolor carioca também já enfrentou e superou equipes como Deportivo Galicia e Zamora. O atual Grupo C da Libertadores reserva outros desafios para a equipe, que não enfrentará ex-campeões do torneio na primeira fase. A chave conta com o estreante argentino Independiente Rivadavia e o tradicional Bolívar, que impõe o obstáculo natural da altitude na cidade de La Paz, a cerca de 3.640 metros acima do nível do mar.