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Flávio Bolsonaro nega fim do Pix se eleito e acusa o PT de querer taxar o sistema

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre e o senador Flávio Bolsonaro, conversam no plenário do Senado durante sessão que apro
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre e o senador Flávio Bolsonaro, conversam no plenário do Senado durante sessão que aprovou o projeto de decreto legislativo 523/2019 Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil — EBC/Agência Brasil — CC BY 3.0 BR

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgou um vídeo em suas redes sociais na última quinta-feira (2 de abril de 2026) para desmentir de forma categórica os boatos de que pretendia extinguir o sistema de pagamentos instantâneos caso seja eleito para o Palácio do Planalto. A forte declaração do parlamentar ocorre em um momento de dupla pressão: por um lado, as intensas críticas comerciais do governo dos Estados Unidos contra a ferramenta brasileira; por outro, o acirrado embate político e eleitoral direto com o Partido dos Trabalhadores (PT) e com o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com informações do Poder360, Flávio classificou a notícia sobre o fim da plataforma de transferências como uma invenção deliberada da esquerda política para prejudicar sua pré-campanha. O senador fluminense fez questão de associar a criação da tecnologia à gestão de seu pai. Vale ressaltar que as diretrizes do Pix começaram a ser desenvolvidas pelo Banco Central do Brasil em 2018, durante o governo de Michel Temer, sendo o sistema lançado oficialmente em novembro de 2020, sob o mandato de Jair Bolsonaro.

“Para a esquerda e para o PT, parece que todo dia é dia de mentir. E a fake news de hoje? O PT dizendo que eu vou acabar com o Pix. É lógico que é uma mentira, uma loucura, sem pé nem cabeça. O Pix já é um patrimônio brasileiro. É um legado muito importante, criado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro”

A declaração foi feita pelo parlamentar no vídeo veiculado na internet.

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O candidato do Partido Liberal aproveitou a gravação para contra-atacar seus adversários políticos, afirmando que o verdadeiro risco econômico à ferramenta financeira não vem de sua candidatura, mas sim do atual governo federal. Segundo Flávio, a gestão petista estuda maneiras de onerar o cidadão. Ele argumentou que o sonho de Lula e do PT é implementar impostos sobre as transações financeiras gratuitas, afirmando que os opositores não podem ver um bolso sem que já queiram cobrar taxas.

Segundo o Brasil 247, a equipe responsável pela pré-campanha do senador tem apostado pesadamente em novas tecnologias, especialmente no uso de ferramentas de inteligência artificial e estratégias de engajamento digital, para mitigar os efeitos da desinformação nas redes. Em uma das peças publicitárias recentemente divulgadas, a equipe de comunicação simulou perguntas diretamente ao programa ChatGPT sobre o futuro do sistema sob uma eventual administração de Flávio, buscando reforçar a mensagem de que a plataforma não corre risco de extinção.

Por que os Estados Unidos criticam o sistema financeiro do Brasil?

A enérgica defesa pública do mecanismo de transferências instantâneas acontece no epicentro de uma complexa tensão diplomática e comercial em âmbito internacional. Conforme noticiado pela CNN Brasil, o Escritório de Representação Comercial da Casa Branca (USTR, na sigla em inglês) publicou nesta semana um documento oficial e contundente que aponta a ferramenta brasileira como uma barreira direta aos interesses econômicos norte-americanos no setor de comércio exterior.

O atrito diplomático com os norte-americanos envolve os seguintes fatores e desdobramentos históricos recentes:

  • A publicação do relatório do USTR classificando a inovação tecnológica do Banco Central do Brasil como um obstáculo comercial para os Estados Unidos;
  • O registro de reclamações formais iniciadas em julho de 2025, durante as investigações comerciais comandadas pela gestão do presidente Donald Trump;
  • A preocupação implícita de que a independência e gratuidade do modelo brasileiro afete os interesses de corporações estrangeiras.

O histórico de hostilidades demonstra que Washington acompanha com ressalvas a expansão da soberania tecnológica financeira do Brasil, gerando pressões diretas sobre as lideranças políticas brasileiras em ano eleitoral.

Como o presidente Lula reagiu às pressões comerciais externas?

Diante das severas contestações das autoridades estadunidenses e da inserção do tema no debate da corrida antecipada para a Presidência da República, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também precisou vir a público na mesma quinta-feira (2 de abril de 2026) para defender de maneira irrestrita a continuidade da plataforma financeira nacional. O atual chefe do Executivo rechaçou de forma veemente qualquer possibilidade de alteração impulsionada por governos estrangeiros no funcionamento do modelo econômico brasileiro.

“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando para a sociedade brasileira. O que nós podemos fazer é aprimorar o Pix, para que cada vez mais ele possa atender a necessidade de mulheres e homens deste país”

O presidente petista garantiu a soberania do sistema de forma incisiva. Com essa declaração, Lula sinalizou ao mercado interno e à diplomacia internacional que a tecnologia de pagamentos passará apenas por atualizações de aprimoramento de serviços, bloqueando assim as tentativas de pressão oriundas de Washington.

Fontes consultadas

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