O término da proteção patentária da semaglutida no Brasil está gerando grande expectativa no setor farmacêutico. De acordo com informações do Conselho Federal de Farmácia, a exclusividade sobre a molécula pode acabar em 20 de março, caso não haja prorrogação judicial, permitindo que outros laboratórios comecem a produzi-la.
Quais são as expectativas para o mercado?
O mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida movimenta cerca de R$ 10 bilhões por ano, impulsionado pela demanda por tratamentos de obesidade e diabetes tipo 2. A Anvisa já recebeu 14 pedidos de registro de produtos contendo semaglutida de farmacêuticas como EMS, Hypera Pharma, Cimed e Biomm.
Quando os concorrentes estarão disponíveis?
Especialistas alertam que a queda da proteção não garante a chegada imediata de alternativas. As análises técnicas e sanitárias da Anvisa podem atrasar a entrada de novos produtos no mercado. Além disso, muitos concorrentes devem ser registrados como similares, o que pode não impactar os preços de forma imediata.
Quais são os desafios legais?
A titular da patente está buscando prorrogar a exclusividade na Justiça, alegando a necessidade de compensar o tempo de análise do pedido de patente. A decisão judicial sobre essa extensão será crucial para o cronograma de entrada dos concorrentes.
“A expectativa de queda abrupta nos preços precisa ser moderada até que o mercado se ajuste à nova oferta.”


