A capital alagoana sedia, entre os dias dez e 11 de abril de 2026, a terceira edição do Festival Yá Dandara: Vozes e Ritmos do Feminino. O evento, que ocorre no Museu Theo Brandão, localizado no centro de Maceió, reúne grupos percussivos formados exclusivamente por mulheres de diversos estados do Nordeste. A iniciativa busca promover o intercâmbio cultural, a preservação do patrimônio imaterial e o fortalecimento do empreendedorismo feminino por meio de oficinas, debates e apresentações musicais gratuitas.
De acordo com informações da Radioagência Nacional, o foco desta edição é consolidar uma rede de cooperação entre as artistas da região. A programação teve início nesta sexta-feira com atividades formativas voltadas ao aprendizado técnico e teórico de ritmos tradicionais, reforçando o papel das mulheres como protagonistas e guardiãs das tradições percussivas que compõem a identidade brasileira.
Qual é o objetivo principal do Festival Yá Dandara?
O encontro foi idealizado para fortalecer a rede de cooperação entre mulheres que atuam na percussão em todo o Nordeste. Além do aspecto artístico, o festival possui um forte viés de preservação cultural, focando especificamente na manutenção do patrimônio imaterial. Por meio do compartilhamento de vivências, as participantes buscam garantir que ritmos ancestrais e técnicas de fabricação e execução de instrumentos continuem sendo transmitidos para as novas gerações de mulheres.
A estrutura do evento também contempla o desenvolvimento econômico local. Além das atividades musicais, o público pode conferir uma feira de empreendedoras e um setor dedicado à gastronomia afro. Essas ações visam criar um ambiente de visibilidade para os pequenos negócios liderados por mulheres, integrando a economia criativa ao contexto das manifestações culturais tradicionais da região.
Quais atividades compõem a programação cultural em Maceió?
A programação foi dividida de forma a oferecer tanto atividades de formação quanto de fruição cultural. Na sexta-feira, o cronograma focou em oficinas práticas de Maracatu e Tambor, destinadas a pessoas que realizaram inscrição prévia. Essas oficinas servem como um espaço de aprimoramento técnico e troca de metodologias de ensino da percussão entre as mestras e as alunas participantes.
Já no sábado, a partir das dez horas, a agenda prevê a realização da Gira de Saberes. Trata-se de uma mesa de diálogo aberta a todos os interessados, que conta com a participação de lideranças femininas da percussão vindas de Alagoas, Sergipe, Bahia e Pernambuco. O debate é uma oportunidade para discutir os desafios da atuação feminina em espaços tradicionalmente dominados por homens e as estratégias para a sustentabilidade de grupos culturais independentes.
Quais grupos musicais participam do encerramento do evento?
O encerramento do festival ocorre na tarde de sábado, a partir das 16 horas, com uma sequência de apresentações musicais que mostram a diversidade rítmica do Nordeste. O palco do Museu Theo Brandão recebe os seguintes coletivos:
- Baque Alagoano e Maracatu Yá Dandara, representantes do estado anfitrião, Alagoas;
- Samba de Pareia, vindo de Sergipe para apresentar suas tradições rurais e urbanas;
- Yayá Muxima, grupo que traz as influências rítmicas do estado da Bahia;
- Tambores de Saia, grupo pernambucano que encerra a lista de convidados interestaduais.
O acesso a todas as apresentações e debates é gratuito, reforçando o caráter democrático do Festival Yá Dandara. O evento se consolida no calendário cultural de Alagoas como um ponto de encontro essencial para a valorização da voz feminina na música e a manutenção da riqueza cultural dos tambores nordestinos.