A comandante da Guarda Civil Municipal de Vitória, Dayse Barbosa Mattos, de 38 anos, foi morta com cinco tiros na cabeça na madrugada de 23 de março de 2026, em Vitória, capital do Espírito Santo. Segundo as investigações, o autor foi o namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que morreu em seguida. De acordo com informações da Agência Brasil, a vítima tentava encerrar o relacionamento, e a apuração inicial aponta que o policial não aceitava o fim. O caso, ocorrido na capital capixaba, volta a expor a gravidade da violência de gênero no país e mobilizou autoridades da segurança pública no Espírito Santo e em Brasília.
Dayse Mattos deixa uma filha de sete anos. Conforme relatado pela polícia, Diego Oliveira de Souza teria planejado a entrada na casa da comandante. A investigação indica que ele usou uma escada para alcançar a marquise da residência e, depois, arrombou a porta com outros instrumentos, surpreendendo a vítima enquanto ela dormia.
O que a investigação informou sobre o crime?
O delegado-chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa, Fabrício Dutra, afirmou que os indícios reunidos até o momento apontam para feminicídio premeditado.
“Ele foi com a finalidade de cometer o feminicídio. Ele levou os materiais para poder entrar na residência e poder subir na marquise. Tudo indica que ela estava deitada, dormindo, quando ele efetuou os disparos, sem possibilidade de reação”
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A delegada Raffaella Aguiar, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, disse que as investigações apontam que Dayse tentava romper com o policial, descrito por ela como um homem possessivo e controlador. Segundo a delegada, as informações iniciais indicam que ele não aceitava o término do relacionamento.
“Uma mulher forte, uma autoridade, uma comandante da Guarda Municipal, e sofrer essa violência mais gravosa, que é o feminicídio. Então, essa violência de gênero diz sobre quem é ele”.
O que se sabe sobre o relacionamento e o histórico relatado pela família?
De acordo com o pai de Dayse, Carlos Roberto Teixeira, o relacionamento era conturbado e marcado por episódios de violência, embora não houvesse registros formais anteriores contra o agressor.
“Já tirei ele de cima dela. Uma vez, flagrei ele tentando enforcar a Dayse”
O policial rodoviário federal Diego de Oliveira Souza era lotado em Campos dos Goytacazes, no norte do estado do Rio de Janeiro. A reportagem original informa que Dayse era uma figura de destaque na segurança pública de Vitória e havia assumido recentemente o comando da Guarda Civil Municipal.
Quais foram as reações oficiais após a morte de Dayse Mattos?
O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou nota de pesar pela morte da comandante. No texto, a pasta destacou que Dayse foi a primeira mulher a ocupar o cargo de comandante na história da corporação e associou o caso à gravidade do feminicídio no país.
Segundo o ministério, o caso também reforça a necessidade de enfrentamento à violência de gênero e de atenção à saúde mental dos profissionais de segurança pública. A pasta afirmou ainda que mantém o compromisso com o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao combate à violência baseada em gênero.
- O governo do Espírito Santo decretou luto oficial de três dias.
- A prefeitura de Vitória também decretou luto oficial de três dias.
- O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou nota de pesar.
Qual era o papel de Dayse Barbosa Mattos na segurança pública de Vitória?
Dayse Barbosa Mattos ocupava o comando da Guarda Civil Municipal de Vitória e, segundo a nota do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi a primeira mulher a assumir o posto na história da corporação. Sua morte provocou repercussão no estado e no município, que decretaram luto oficial.
O caso é tratado pelas autoridades como feminicídio, com base nos elementos iniciais da investigação e nos relatos reunidos até o momento. A apuração segue a cargo das autoridades responsáveis.



