Uma mulher de 35 anos, identificada como Ivonete Aparecida de Morais, foi assassinada a facadas na madrugada de 29 de março de 2026, na Rua Estados Unidos, no bairro Jardim Casa Grande, em Apucarana, no norte do Paraná. O crime de feminicídio foi supostamente cometido por um homem de 42 anos, com quem a vítima mantinha um relacionamento. O indivíduo segue foragido após o ato violento, que ocorreu na residência enquanto a filha da mulher, uma criança de três anos, estava no local. O feminicídio é um crime previsto no Código Penal brasileiro e integra o debate nacional sobre a violência contra a mulher, tema recorrente nas estatísticas de segurança pública do país.
De acordo com informações do UOL Notícias, as forças de segurança foram acionadas nas primeiras horas da madrugada, logo após moradores da região e vizinhos escutarem gritos de socorro vindos do imóvel. Quando as equipes policiais chegaram ao endereço da ocorrência, a mulher esfaqueada já estava morta no terreno da propriedade.
O delegado-chefe responsável pelas apurações na 17ª Subdivisão Policial (SDP), Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, declarou que o corpo da vítima apresentava marcas severas de agressão, com pelo menos oito golpes de arma branca durante o ataque. A 17ª SDP é a unidade da Polícia Civil responsável por investigações na região de Apucarana.
Como ocorreu a dinâmica do crime no imóvel?
A análise inicial realizada pelas equipes de perícia criminal aponta que o desentendimento entre o casal teve início no interior da casa. O confronto físico teria começado especificamente na cozinha do imóvel. No cômodo, os investigadores identificaram uma extensa quantidade de sangue espalhada pelo chão, além de localizarem uma faca de serra de pequeno porte com o cabo quebrado.
Segundo os levantamentos técnicos no local, a mulher tentou escapar do agressor correndo em direção à rua, mas acabou caindo e morrendo ainda no terreno da residência, a cerca de um metro do portão de saída. Perto do corpo, os peritos criminais apreenderam a provável arma utilizada no homicídio: uma faca maior, com cabo branco.
As apurações revelaram que tanto a vítima quanto o suspeito estavam nus no momento em que as agressões aconteceram. Testemunhas ouvidas detalharam que o agressor tentou enganar os vizinhos que se aproximaram para tentar intervir e prestar socorro.
O autor tentou minimizar esses fatos quando os vizinhos chegaram, dizendo que era apenas uma briga de família
A declaração acima foi dada pelo delegado responsável pelo caso, destacando a tentativa de despiste por parte do homem antes de abandonar a cena do assassinato.
Como se deu a fuga do suspeito de feminicídio?
A fuga do suspeito foi registrada por câmeras de monitoramento instaladas nas proximidades e também foi presenciada por testemunhas que estavam na rua. A conduta logo após o crime reforça as evidências analisadas pelas autoridades de segurança.
O delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues forneceu mais detalhes sobre os momentos que sucederam os golpes desferidos contra a vítima de 35 anos.
Ele retorna para dentro da residência, ele pega uma muda de roupa e um sapato e foge pelado para local incerto e não sabido
A Polícia Civil confirmou oficialmente que o suspeito e a vítima mantinham um relacionamento, apesar de não morarem na mesma casa. O homem já possui antecedentes criminais e passagens anteriores por delitos de menor gravidade. A motivação exata que desencadeou o episódio de violência continua sob investigação.
Qual o destino da criança e como repassar informações?
A criança de três anos, filha apenas da vítima, não sofreu ferimentos durante o ataque contra a mãe. O Conselho Tutelar atuou no local e garantiu o encaminhamento da menor para os cuidados da avó materna e de outros familiares.
Diante dos acontecimentos, o inquérito policial está em andamento. As equipes já realizaram oitivas de testemunhas e fizeram representações solicitando medidas cautelares para a prisão preventiva do agressor, que continua foragido.
As forças policiais reforçam a importância da colaboração da população para localizar o indivíduo. Foram disponibilizados canais para que qualquer pessoa com informações relevantes faça denúncias de forma anônima.
Abaixo, constam os principais contatos oficiais para o repasse de informações às autoridades competentes:
- Telefones da Delegacia de Apucarana: 3427-6700;
- Disque-denúncia da Polícia Civil: 197;
- Central de Atendimento de Emergência da Polícia Militar: 190;
- Canais oficiais e de emergência da Guarda Municipal da localidade onde o suspeito for visualizado.


