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Felca fala sobre masculinidade entre crianças nas redes no Roda Viva

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O influenciador digital e youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, falou na segunda-feira, 23 de março de 2026, sobre a formação da masculinidade entre meninos no ambiente digital durante participação no Roda Viva, da TV Cultura. Na entrevista, ele comentou como crianças podem reproduzir comportamentos e valores observados nas redes sociais e associou esse processo à circulação de referências que, segundo ele, incentivam uma visão distorcida de masculinidade. De acordo com informações do UOL Notícias, o tema surgiu a partir de uma pergunta sobre misoginia e feminicídio noticiados no país.

Durante o programa, a repórter especial e colunista do Estadão, Renata Cafardo, questionou Felca sobre como ele enxerga a formação da masculinidade de meninos nas redes sociais. A pergunta foi feita no contexto de debates recentes sobre violência de gênero e sobre os tipos de conteúdo consumidos por crianças e adolescentes em plataformas digitais.

O que Felca disse sobre o comportamento de crianças nas redes?

Ao responder, Felca afirmou que passou a refletir sobre o tema depois de produzir um vídeo sobre adultização. Segundo ele, em seguida encontrou o vídeo de um menino que aparentava ter cerca de 10 anos, vestido como adulto, com correntes de ouro, divulgando jogos de aposta. Para o influenciador, o caso ilustra como crianças absorvem valores e padrões a partir de referências externas.

“Eu olhei aquilo e falei: ‘Poxa, será que a criança de 10 anos tem a pulsão que o adulto tem de obtenção de dinheiro?’ Ela não tem isso, alguém ensinou para ela isso. Então, o que eu vejo hoje é que as crianças estão aprendendo isso de algum lugar, estão olhando referências e se baseando nelas, porque a criança segue pela observação. É muito delicado a gente falar como trabalhar nisso, porque eu sinto que é um problema muito presente, do menino se tornando cada vez mais ‘machão’.”

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A fala do youtuber relaciona o consumo de conteúdo digital ao processo de construção de comportamento infantil. Na entrevista, ele defendeu atenção às referências apresentadas às crianças, sobretudo em conteúdos que associem masculinidade a imposição, ostentação ou rigidez de papéis.

Como ele relacionou o tema a problemas sociais mais amplos?

Na sequência, Felca afirmou que esse tipo de influência pode alimentar um ciclo de deformação de valores. Ao comentar o assunto, ele mencionou o aumento de casos de feminicídio e disse considerar importante a presença de referências masculinas que não reproduzam, em suas palavras, uma masculinidade frágil.

“Vai gerando um ciclo de deformação até a gente chegar em um lugar onde, por exemplo, os casos de feminicídio aumentam. Então, eu acredito realmente que precisamos de mais figuras masculinas que não tenham masculinidade frágil, porque isso acaba sendo uma referência para a criançada. E eu recomendo aos pais que não permitam que a criança consuma influenciadores que trazem esse modo de ver a vida.”

A declaração foi dada no contexto de uma discussão mais ampla sobre educação digital, responsabilidade de influenciadores e mediação familiar no consumo de conteúdo online. O Roda Viva é um programa tradicional de entrevistas da TV Cultura, exibido nas noites de segunda-feira, e costuma reunir jornalistas e especialistas para sabatinas com convidados de diferentes áreas.

Quem participou da bancada e quando o programa foi exibido?

A bancada de entrevistadores do Roda Viva foi formada por profissionais de diferentes áreas ligadas à infância, internet, Justiça e imprensa. Participaram da edição:

  • Bruno Lucca, repórter de Cotidiano da Folha de S.Paulo
  • Daniel Becker, pediatra e colunista de O Globo
  • Fernanda Campagnucci, diretora-executiva do InternetLab
  • Iberê Dias, juiz da Coordenadoria da Infância e Juventude do TJSP
  • Maria Mello, gerente do Eixo Digital do Instituto Alana
  • Renata Cafardo, repórter especial e colunista do Estadão

Os desenhos da edição foram do cartunista Eduardo Baptistão. O programa é apresentado por Ernesto Paglia e vai ao ar às segundas-feiras, a partir das 22h, na TV Cultura, com transmissão simultânea no YouTube e no site da emissora.

A entrevista com Felca inseriu no debate televisivo um tema recorrente nas discussões sobre redes sociais e infância: o impacto das referências digitais na formação de comportamento. Sem apresentar soluções fechadas, o convidado defendeu maior atenção de pais e responsáveis ao tipo de influenciador acompanhado por crianças.

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