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Feiras do Pescado no Pará garantem peixe com preços acessíveis na Semana Santa

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Brasília - O balcão da Peixaria Ueda, na Feira do Guará, estava lotado de consumidores que vieram comprar o tradicional pesca
Brasília - O balcão da Peixaria Ueda, na Feira do Guará, estava lotado de consumidores que vieram comprar o tradicional pescado para a Sexta-feira Santa (José Cruz/Agência Brasil) Foto: Agência Brasil/EBC — EBC/Agência Brasil — CC BY 3.0 BR

O Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), promove em mais de 70 municípios a tradicional Feira do Pescado nos dias 1º e 2 de abril de 2026. A iniciativa visa incentivar o consumo de proteína aquática e valorizar os profissionais da pesca e aquicultura paraense durante o período da Semana Santa, oferecendo produtos de qualidade com valores reduzidos em diversos mercados, feiras e pontos de venda provisórios. O Pará tem papel de destaque na produção pesqueira nacional, o que dá peso à ação tanto no abastecimento local quanto na economia do setor no Norte do país.

De acordo com informações da Agência Pará, a ação envolve uma ampla rede de fornecedores, desde produtores de hortifruti até indústrias de processamento. O coordenador de pesca da Sedap, Salomão Guimarães, ressalta a magnitude da operação logística e comercial preparada para atender a demanda da população paraense neste ano.

“Uma verdadeira cadeia produtiva estará envolvida nessas feiras, durante a Semana do Pescado, com produtores rurais e a produção de hortifruti, fornecedores de peixe processado, os piscicultores, os pescadores artesanais, o pessoal do mangue com os caranguejos e ostras. Será uma grande oferta de proteína oriunda das águas, com uma perspectiva de comercialização de 150 toneladas”

Como funciona a Feira do Pescado no Pará?

A programação é fruto de uma cooperação técnica entre o governo estadual, prefeituras municipais, cooperativas e entidades representativas do setor pesqueiro. Durante os dois dias de evento, os consumidores encontrarão uma grande variedade de itens, incluindo peixes resfriados, filés processados, mariscos, caranguejos e camarões. O objetivo principal é encurtar a distância entre o produtor e o consumidor final, eliminando intermediários que encarecem o produto.

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O setor produtivo demonstra otimismo com a movimentação econômica. O empreendedor Ewerton Uchoa, de 42 anos, que atua na Usina da Paz do Guamá, em Belém, estima um aumento significativo na procura. Segundo ele, as vendas costumam crescer entre 40% e 50% neste intervalo. Entre as espécies mais procuradas pelos clientes estão o filé de gó, a dourada e o filhote, que são bases da culinária regional.

Quais são os pontos de venda na Região Metropolitana de Belém?

Para atender aos moradores da capital e cidades vizinhas, foram estabelecidos oito pontos estratégicos de oferta que funcionarão das 8h às 14h. A lista de locais inclui unidades governamentais e estabelecimentos parceiros:

  • Estacionamento do Centur e Aldeia Amazônica;
  • Usinas da Paz nos bairros do Icuí (Ananindeua) e Guamá (Belém);
  • Sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc);
  • Unidades da Marfrios no Jurunas e na Feira da 25;
  • Loja Riomar Mariscos e Pescados no bairro do Umarizal.

O trabalhador autônomo Kennedy Bernardo, de 49 anos, reforça que o uso de caminhões frigoríficos é essencial para manter o padrão sanitário e o frescor dos alimentos. Ele pontua que a logística é planejada para que a dourada e a pescada cheguem à mesa do consumidor em condições ideais, mantendo o sabor e as propriedades nutricionais.

Por que o governo suspendeu a saída de peixe do estado?

Para assegurar que o mercado interno esteja devidamente abastecido, o governo publicou um decreto que suspende a emissão de documentos para o transporte de pescado in natura, fresco ou congelado para fora das fronteiras do Pará. A restrição vigora de 22 de março até 3 de abril de 2026, abrangendo todas as espécies comerciais. A medida legal considera o aumento da demanda local durante as celebrações religiosas da Semana Santa.

Com essa política de controle de estoque e as feiras itinerantes, a expectativa da Sedap é manter o equilíbrio de preços, evitando a especulação comum nesta época do ano. A ação consolida o Pará como um dos maiores produtores de pescado do país, priorizando o abastecimento do mercado interno e a segurança alimentar da população.

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