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Feira de empreendedorismo feminino gera renda e autonomia no programa Juntos Pelo Acre

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Mulheres expõem artesanatos e produtos em estandes coloridos durante feira ao ar livre, promovendo negócios locais.
Reprodução / agencia.ac.gov.br

A regional do Calafate, em Rio Branco, recebeu no sábado, 28 de março de 2026, uma nova edição do programa Juntos Pelo Acre, sediada na Escola Estadual Henrique Lima. O evento destacou o Espaço do Empreendedorismo Feminino, uma iniciativa voltada para a geração de renda e o fortalecimento da autonomia econômica das mulheres da capital acreana, abrangendo moradoras de mais de 18 bairros da região.

De acordo com informações do Governo do Estado do Acre, a ação reuniu empreendedoras de diversos ramos na Praça Raimundo Hermínio de Melo. A liderança do projeto cabe à vice-governadora Mailza Assis, que também atua como secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, em parceria com a Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) e o Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec).

Como funciona o espaço do empreendedorismo feminino?

O local foi estruturado para permitir que mulheres pudessem expor e comercializar seus produtos diretamente para a comunidade. O foco central da iniciativa é a valorização do protagonismo feminino e o incentivo à chamada economia criativa. Por meio do programa Impacta Mulher, a gestão estadual busca oferecer não apenas um local de venda, mas uma rede de apoio que destaque a diversidade e a inclusão social no mercado de trabalho regional.

Iniciativas desse tipo têm relevância para além do Acre por unirem capacitação e acesso direto ao consumidor, um modelo replicável em outras cidades brasileiras. Em um país marcado pela expansão do empreendedorismo de pequeno porte, ações locais de apoio a mulheres ajudam a ampliar a discussão sobre renda, autonomia e inclusão produtiva.

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Ao todo, 20 empreendedoras participaram da feira, apresentando uma gama variada de itens que refletem o potencial produtivo local. Entre os produtos comercializados, destacaram-se:

  • Artesanato local e plantas ornamentais artesanais;
  • Alimentos caseiros, tortas doces e salgados;
  • Brechós e itens focados em moda circular;
  • Artigos de vestuário e acessórios diversos.

Quais foram os destaques entre as expositoras locais?

Entre as participantes, histórias de superação e dedicação evidenciaram o impacto social do programa. Joana D’Árc Nascimento, integrante do Movimento de Mulheres Camponesas do Acre e moradora da zona rural de Bujari, trouxe a produção de sua propriedade para a feira. Ela comercializou salgados e quibes feitos com queijo e macaxeira de cultivo próprio, unindo o trabalho no campo ao comércio urbano.

Mais uma oportunidade maravilhosa. Porque nós, como mulheres camponesas, as pessoas têm a imagem que nosso trabalho é só na roça. Plantamos lá e vendemos aqui. Hoje trouxe salgados e quibes feitos com queijo e macaxeira da minha produção, bolos. Saio feliz e com um bom lucro. Mostramos para outras companheiras mesmo vindo de longe, que somos empreendedoras, mulheres que inspiram outras mulheres.

Outro exemplo de sucesso foi Arine Ferreira, moradora do bairro Esperança, que utiliza a venda de bolos e tortas como principal fonte de sustento para sua família. Já Natália Maciel, do bairro Apolônio Sales, utilizou o estande de roupas para ampliar a visibilidade de seu brechó, ressaltando que a itinerância da feira pelos bairros é essencial para aumentar o lucro e a rede de clientes.

Como as oficinas de capacitação auxiliam as moradoras?

Além da comercialização de produtos, o evento ofereceu qualificação profissional por meio de oficinas práticas realizadas na Escola Estadual Henrique Lima. Coordenadas pelo Ieptec, as atividades incluíram cursos de preparo de drinks e de salgados fritos, totalizando 36 vagas preenchidas. Antônia Martins Matos foi uma das alunas certificadas e destacou o desejo de seguir carreira na área de produção de alimentos.

Segundo Ludis Barbosa, coordenadora de aprendizagem da Escola de Gastronomia Miriam Felício, a parceria entre as instituições fortalece a política de capacitação nas comunidades atendidas. O objetivo é que as participantes saiam preparadas tanto para serem inseridas no mercado de trabalho formal quanto para iniciarem seus próprios empreendimentos com segurança técnica e qualidade.

A vice-governadora Mailza Assis reforçou que o empreendedorismo feminino vem se consolidando como um importante motor de inovação e impacto social no Acre. De acordo com a gestora, essas ações abrem caminhos para que novas empreendedoras surjam, fortalecendo a economia das comunidades locais e gerando independência financeira para as mulheres acreanas.

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