A Federação Inglesa de Futebol (FA) está explorando a implementação de um sistema de “revisão do técnico” no VAR, permitindo que treinadores desafiem decisões arbitrais durante as partidas. A proposta, que se inspira em modelos já utilizados em outros esportes, como a Super League de rúgbi e a NFL, visa dar aos técnicos a possibilidade de solicitar revisões de vídeo em lances considerados duvidosos. De acordo com o jornal The Telegraph, cada equipe teria direito a duas revisões mal sucedidas por jogo.
A ideia é que o VAR continue a ser utilizado para decisões factuais, como impedimentos, enquanto as decisões subjetivas, como faltas e toques de mão, seriam passíveis de desafio por parte dos técnicos. Essa abordagem contrasta com a tendência da Fifa, que tem ampliado o escopo de atuação do árbitro de vídeo.
O diretor executivo da FA, Mark Bullingham, expressou seu ponto de vista sobre o assunto em entrevista ao jornal.
O que podemos aprender com isso? Há elementos disso que deveríamos considerar adotar no futuro? Porque isso muda a dinâmica, reduz o número de vezes que há intervenção do VAR e, efetivamente, coloca a responsabilidade sobre o treinador.
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Bullingham também enfatizou que a FA não é favorável a estender os poderes do VAR a ponto de aumentar as interrupções no jogo.
Qual a diferença entre a proposta da FA e a direção da Fifa em relação ao VAR?
Enquanto a FA busca limitar a atuação do VAR, dando mais poder de decisão aos técnicos, a Fifa tem ampliado o alcance do árbitro de vídeo. Na reunião da International Board (Ifab), foi decidido que o VAR poderá ser utilizado para validar escanteios e segundos cartões amarelos, caso a federação ou liga responsável pelo torneio assim desejar. Essa mudança poderá ser implementada já na próxima Copa do Mundo.
A Ifab também anunciou uma revisão de dois anos para avaliar possíveis melhorias no sistema do VAR.
Como a FA justifica sua proposta de revisão do técnico no VAR?
Bullingham defende que a proposta da FA pode ser uma alternativa interessante para as partes do jogo que não podem arcar com um VAR completo no momento. Ele acredita que essa abordagem pode trazer um equilíbrio entre acertar nas decisões importantes e não tornar o jogo excessivamente lento.
Está em curso uma revisão para analisar a melhor forma de utilizarmos o VAR e o equilíbrio entre acertar nas decisões importantes e não tornar o jogo mais lento
Modelos de baixo custo, com um número reduzido de câmeras, estão sendo testados. No Brasil, o Football Video Support (FVS) foi utilizado em competições do interior paulista e no Paulistão Feminino em 2023.
Quais são as novas regras de arbitragem que entrarão em vigor a partir da Copa do Mundo?
A Ifab confirmou um conjunto de mudanças que visam alterar o ritmo das partidas a partir da próxima Copa do Mundo. As novas regras entram em vigor em 1º de junho e serão aplicadas nas competições europeias da próxima temporada.
Entre as principais mudanças, estão:
- Laterais e tiros de meta terão um limite de cinco segundos a partir do início da contagem regressiva feita pelo árbitro. Se o tempo for excedido no lateral, a posse será revertida ao adversário. No tiro de meta, o descumprimento resultará em escanteio para o time oponente.
- Jogadores atendidos pela equipe médica deverão permanecer fora de campo por, no mínimo, um minuto antes de retornar, evitando paralisações estratégicas.
- O árbitro de vídeo poderá corrigir, de forma imediata e sem necessidade de revisão no monitor, equívocos evidentes na marcação de escanteios ou tiros de meta.
- O VAR também estará autorizado a intervir em situações envolvendo possível erro na aplicação de um segundo cartão amarelo que resulte em expulsão.