No interior do Paraná, a trajetória da família Ferreira no setor produtivo soma mais de 45 anos até a data de publicação deste texto, em 29 de março de 2026, marcada pela resiliência e pela capacidade de adaptação às mudanças do mercado agropecuário. O que começou com o cultivo de algodão transformou-se em uma operação robusta de avicultura, que, em março de 2026, conta com um plantel de 85 mil aves. A gestão do negócio é realizada de forma compartilhada, envolvendo o produtor rural, sua esposa e sua filha, consolidando o conceito de sucessão familiar em uma das regiões mais produtivas do país.
De acordo com informações do Canal Rural, o sucesso da empreitada reside na transição estratégica entre culturas e na união dos membros da família na condução das atividades diárias. A migração das lavouras para o segmento de aviário reflete um movimento comum no estado, que se consolidou como o maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil nas últimas décadas.
Como ocorreu a transição das culturas na propriedade?
A história da família Ferreira no campo atravessa quatro décadas e meia de transformações econômicas no Brasil. Inicialmente focados na cotonicultura, os produtores enfrentaram os ciclos de altos e baixos da produção de fibras. A decisão de investir na avicultura permitiu uma maior estabilidade financeira e a otimização da área física da propriedade. Essa mudança exigiu investimentos em infraestrutura tecnológica para abrigar as dezenas de milhares de aves, garantindo os padrões sanitários e de bem-estar animal exigidos pelo setor.
A experiência acumulada ao longo de mais de 45 anos permitiu que a família compreendesse as nuances do clima e do solo paranaense e aplicasse esse conhecimento à manutenção das estruturas do aviário. A transição não foi apenas de produto, mas de mentalidade gerencial, passando de uma agricultura sazonal para uma produção de proteína animal que exige monitoramento constante e rigoroso.
Qual é o papel da sucessão familiar no sucesso do negócio?
Um dos pilares da manutenção do legado dos Ferreira é a participação ativa das novas gerações. A presença da filha na operação cotidiana garante que os processos sejam modernizados, enquanto o patriarca e a esposa mantêm a base da experiência e da tradição. No cenário do agronegócio brasileiro, a sucessão familiar é um dos maiores desafios, e o caso paranaense serve como exemplo de como a integração entre pais e filhos pode profissionalizar a gestão rural.
A divisão de tarefas entre os três membros da família permite que a operação de 85 mil aves seja gerida com eficiência, desde o controle de insumos até a logística de saída dos lotes. A colaboração mútua fortalece os laços afetivos e empresariais, assegurando que a propriedade continue produtiva por mais gerações, preservando o patrimônio construído desde o início das atividades de campo.
Por que o Paraná se destaca na produção avícola?
O estado do Paraná detém uma infraestrutura logística e industrial que favorece pequenos e médios produtores, como os Ferreira. A presença de cooperativas e agroindústrias integradoras facilita o acesso à tecnologia e garante o escoamento da produção. O modelo de integração avícola é um dos principais motores da economia do interior paranaense, gerando empregos e renda de forma descentralizada.
Para a família Ferreira, estar inserida neste ecossistema produtivo foi fundamental para o crescimento do plantel. Em março de 2026, a operação é um reflexo da maturidade do setor no estado, que combina tradição familiar com alta produtividade. Os pontos principais que sustentam essa longevidade incluem:
- Adaptação técnica constante às exigências do mercado de proteína animal;
- Fortalecimento da gestão compartilhada entre os membros da família;
- Investimento em infraestrutura para suportar o crescimento do volume de aves;
- Manutenção da qualidade produtiva ao longo de quatro décadas e meia de atuação.

