O ministro Edson Fachin determinou o arquivamento da arguição de suspeição contra o ministro Dias Toffoli, que estava à frente das investigações sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada após uma reunião dos ministros da Corte em 12 de fevereiro de 2026, que concluiu não haver fundamento para declarar Toffoli suspeito. A medida foi formalizada em 21 de fevereiro de 2026.
Por que a suspeição foi arquivada?
Na reunião, os ministros divulgaram uma nota afirmando que não era o caso de acolher a arguição e reconheceram a validade dos atos praticados por Toffoli no inquérito. A suspeição havia sido registrada por Fachin com base em um relatório da Polícia Federal, que mencionava mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, citando Toffoli.
Qual foi o impacto da saída de Toffoli?
As mensagens envolviam conversas entre Vorcaro e seu cunhado sobre o pagamento de um resort ligado à família de Toffoli no Paraná. Após a reunião, Toffoli deixou a relatoria do caso, conforme comunicado do tribunal, em respeito aos “altos interesses institucionais”. O processo foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça.
O que envolve as investigações do Banco Master?
As investigações sobre o Banco Master chegaram ao STF em dezembro de 2025 devido à menção a um deputado federal, já que casos com autoridades com foro por prerrogativa de função podem ser analisados pela Corte. O caso, inicialmente na Justiça Federal em Brasília, envolve a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília. Durante o inquérito, Toffoli autorizou acareações e operações da Polícia Federal relacionadas a suspeitas de fraudes financeiras.
“Não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição” e “a plena validade dos atos praticados pelo ministro Dias Toffoli” foram reconhecidos pelos ministros.



