O Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, localizado em Belém (PA), inaugura nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026, a exposição “Tridimensionalidades”. O evento, que terá sua abertura oficial às nove horas, apresenta ao público um conjunto de obras de 14 artistas que exploram as múltiplas facetas da escultura contemporânea. A mostra utiliza peças selecionadas do acervo do Sistema Integrado de Museus e Memoriais do Estado (SIMM), vinculado à Secretaria de Estado de Cultura (Secult).
De acordo com informações da Agência Pará, a iniciativa propõe uma imersão na produção artística regional, reforçando o papel da capital paraense como um dos principais centros irradiadores de arte contemporânea na região amazônica. A curadoria foca em como o volume e a ocupação do espaço físico podem estabelecer novas experiências sensoriais para os visitantes.
Quais artistas participam da exposição em Belém?
A mostra reúne nomes de destaque na cena artística, cujas trajetórias dialogam com diferentes correntes da escultura e evidenciam a importância da produção paraense para o panorama da arte brasileira contemporânea. Entre os 14 participantes confirmados, figuram artistas como Armando Queiroz, João Pinto, Marinaldo Santos, Lise Lobato, Emanuel Nassar — artista com sólida projeção nacional e internacional, cujas obras integram acervos de instituições de peso como a Pinacoteca de São Paulo e o MASP —, Orlando Maneschy e Nio Dias. Além destes, outros criadores que integram o acervo público estadual também têm suas obras expostas, compondo um panorama diversificado da produção local.
Os trabalhos apresentados não se limitam à forma tradicional, mas buscam articular questões contemporâneas que envolvem o corpo humano, a matéria-prima e a relação entre o objeto e o ambiente que o cerca. A exposição é vista como uma oportunidade para os visitantes conhecerem a fundo a capacidade de reinvenção da linguagem escultórica ao longo das últimas décadas.
Como a curadoria define a proposta de Tridimensionalidades?
Armando Sobral, diretor do SIMM, destaca que a organização da mostra partiu de uma análise profunda da coleção de arte contemporânea do Estado do Pará. Para o gestor, a exposição é uma forma de validar a relevância das coleções públicas e celebrar a vitalidade artística do território paraense.
“Tridimensionalidades propõe uma leitura plural da escultura a partir do acervo do Estado do Pará, ressaltando a relevância das nossas coleções e a vitalidade da produção artística local, que são elementos que consolidam Belém como um importante centro irradiador da arte contemporânea na região amazônica. A escultura evidencia também uma grande capacidade de reinventar linguagens e de instaurar novas relações entre obra, espaço e experiência sensível, ampliando seu campo de ação no contexto da arte contemporânea”
A proposta curatorial incentiva o espectador a percorrer o espaço expositivo de forma ativa, entendendo que a escultura contemporânea instaura uma nova relação de proximidade e perspectiva. O diálogo entre as obras e o prédio histórico da Casa das Onze Janelas — importante edificação militar luso-brasileira do século XVIII que hoje atua como um dos maiores espaços de arte contemporânea da região Norte — também é um ponto central da experiência museológica proposta pela Secult.
Qual o período de visitação e o custo dos ingressos?
A exposição “Tridimensionalidades” segue com as portas abertas ao público até o dia 31 de julho de 2026. A entrada para o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas é gratuita para todos os visitantes durante todo o período da mostra. Os interessados podem planejar a visitação seguindo os horários de funcionamento do museu.
- Período de exibição: De 2 de abril a 31 de julho de 2026.
- Dias de visitação: De terça-feira a domingo.
- Horário de funcionamento: Das 9h às 17h.
- Local: Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, Belém (PA).
- Custo: Entrada gratuita.
A realização desta mostra reafirma o compromisso do Estado em democratizar o acesso ao acervo público e em fomentar a discussão sobre o papel da arte na sociedade. Ao destacar a escultura, o SIMM e a Secult permitem que a população compreenda as transformações estéticas e os novos significados da matéria no cenário artístico atual.


