O evento religioso “Família ao Pé da Cruz” mobilizou mais de 50 mil pessoas no Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém, nesta sexta-feira, 3 de abril de 2026. A programação, organizada pela Igreja Universal do Reino de Deus com apoio logístico do Governo do Pará, ocorreu simultaneamente em diversas cidades do Brasil e superou as expectativas iniciais de público na capital paraense durante as celebrações da Sexta-feira Santa.
De acordo com informações da Agência Pará, veículo oficial de comunicação do governo estadual, a iniciativa contou com suporte direto do Estado por meio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) e da Secretaria de Estado de Cultura (Secult). A governadora Hana Ghassan (MDB) acompanhou o encontro e ressaltou que a administração estadual mantém as portas abertas para colaborar com ações que promovam a integração das famílias e a espiritualidade da população.
Qual foi o impacto do apoio governamental na realização do evento?
O suporte oferecido pelo poder público foi fundamental para viabilizar a infraestrutura necessária para acolher as milhares de caravanas vindas de diferentes regiões do Pará. Segundo o balanço dos organizadores, cerca de 600 ônibus foram mobilizados para transportar os fiéis até o estádio. A governadora destacou a importância da união entre o Estado e as instituições religiosas para ampliar o alcance de ações sociais e de acolhimento.
“Quero parabenizar a igreja Universal por essa iniciativa, que é muito importante, e dizer que o Estado do Pará está aberto sempre a ajudar, a trabalhar junto, colaborar pra que eventos como esse aconteçam. Nós precisamos cada vez mais ter momentos de espiritualidade, de fé, nos quais as famílias possam estar integradas”, afirmou Hana Ghassan.
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Quais autoridades e lideranças participaram da celebração religiosa?
Além da governadora Hana Ghassan, o evento contou com a presença do ex-governador Helder Barbalho (MDB) e do presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), o deputado estadual Chicão (MDB). A participação das autoridades reforçou o caráter institucional da parceria para a manutenção da paz social. O encontro teve entrada gratuita e as atividades começaram às 10h, estendendo-se por toda a manhã com orações e atos simbólicos.
Entre os momentos mais significativos da programação esteve a distribuição do azeite consagrado no Jardim do Getsêmani, em Israel. Para os participantes da tradição cristã, o elemento representa um símbolo de renovação espiritual e a presença divina nos lares. A liderança religiosa local enfatizou que a mobilização buscou oferecer conforto espiritual diante de problemas sociais enfrentados pelas famílias brasileiras contemporâneas.
Como a organização avaliou a adesão popular no Mangueirão?
O pastor Valdir Souza, líder do Templo Maior da Universal em Belém e responsável pela organização, classificou a edição como um sucesso absoluto. Ele pontuou que o Brasil e o Pará necessitam de momentos de oração coletiva para enfrentar desafios internos dos núcleos familiares. A expectativa da organização é que a próxima edição, prevista para 2027, consiga atrair um público ainda maior com a continuidade do suporte institucional.
O pastor Juá Pará também relembrou o impacto histórico de eventos similares realizados no estádio ao longo das últimas décadas. Ele destacou que a união de esforços entre a fé e o Estado permite a realização de transformações na vida de jovens e pessoas que buscam auxílio para superar condições de depressão e desânimo. Seguem abaixo os principais pontos da mobilização:
- Público total estimado em mais de 50 mil pessoas;
- Mobilização de 600 ônibus para o transporte de caravanas;
- Apoio direto das secretarias estaduais Seel e Secult;
- Distribuição de elementos simbólicos trazidos de Israel;
- Realização simultânea em âmbito nacional.
O que disseram os participantes sobre a experiência no estádio?
Fiéis que compareceram ao Mangueirão relataram sentimentos de realização e paz. A autônoma Sheila da Silva, que levou sua família para o estádio, descreveu a manhã como uma oportunidade única de bênçãos e oração. O sentimento foi compartilhado pelo aposentado Alcino Bitencourt, de 65 anos, que afirmou estar satisfeito com a organização da celebração religiosa e com a busca pelo encontro espiritual coletivo.
O evento encerrou-se consolidando a estratégia de utilização do Estádio Olímpico do Pará não apenas para competições esportivas, mas como um espaço multiuso capaz de abrigar grandes concentrações populares com segurança e infraestrutura adequada, reforçando o papel da transformação social por meio da cooperação entre diferentes esferas da sociedade paraense.


