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EUA suspendem ataques a usinas iranianas; Teerã nega contato com Trump

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Os Estados Unidos suspenderam por cinco dias ataques planejados contra a infraestrutura energética do Irã, segundo declaração feita em 23 de março de 2026 pelo presidente Donald Trump. O anúncio ocorreu em meio à escalada de tensão no Oriente Médio, após ameaças de ofensiva contra usinas iranianas e advertências de retaliação por parte de Teerã. Para o Brasil, crises na região costumam ser acompanhadas com atenção por causa do impacto potencial sobre o mercado internacional de petróleo, que pode influenciar os preços dos combustíveis. De acordo com informações do Monitor Mercantil, Trump afirmou ter decidido adiar os ataques com base no que classificou como conversas positivas sobre uma possível resolução das hostilidades, versão negada por uma fonte iraniana ouvida pela Press TV.

Em publicação em rede social, Trump disse ter determinado ao que chamou de Departamento de Guerra o adiamento de “todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas” por um período de cinco dias, condicionado ao avanço de reuniões e discussões em andamento. Segundo o relato reproduzido pela reportagem original, o presidente norte-americano também declarou que houve conversas “muito boas e produtivas” com o governo iraniano sobre uma solução ampla para o conflito regional.

O que Trump disse sobre a suspensão dos ataques?

A manifestação do presidente dos EUA foi apresentada como um recuo temporário diante da possibilidade de negociação. No texto citado pela reportagem, Trump vinculou a suspensão ao “teor e ao tom” de conversas que descreveu como aprofundadas, detalhadas e construtivas. A medida, porém, foi anunciada após um ultimato feito no sábado para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz em 48 horas, sob ameaça de ataques contra “diversas usinas elétricas”. O estreito, entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é uma das principais rotas marítimas do petróleo no mundo.

A reportagem também observa que ataques à infraestrutura civil são proibidos pelo direito internacional e que redes elétricas se enquadram nessa categoria. O anúncio de Trump, portanto, ocorreu em um contexto de forte pressão diplomática e de questionamentos jurídicos sobre a natureza de eventuais alvos militares.

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Como o Irã respondeu à versão apresentada por Washington?

Uma fonte iraniana informou à agência estatal Press TV que não houve contato, direto ou indireto, com Trump. Segundo essa versão, o presidente dos EUA teria recuado após ser avisado de que o Irã retaliaria com ataques a usinas de energia em toda a Ásia Ocidental. Assim, Teerã rejeitou a narrativa de que a suspensão decorreu de negociações em curso entre os dois países.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, conhecido pela sigla IRGC, afirmou em comunicado que EUA e Israel já teriam atacado cinco instalações de infraestrutura hídrica, entre elas a usina de dessalinização da Ilha de Qeshm. O informe reproduzido na reportagem traz uma sequência de acusações sobre ataques anteriores a hospitais, centros de assistência e escolas.

“Vocês atacaram nossos hospitais. Nós não revidamos. Vocês atacaram nossos centros de assistência. Não revidamos. Atacaram nossas escolas. Não revidamos”

A Guarda Revolucionária também declarou que, se os EUA atacarem a cadeia de suprimentos de eletricidade do Irã, responderá contra a cadeia de suprimentos de eletricidade norte-americana. Além disso, afirmou que empresas de energia na região com acionistas dos EUA seriam destruídas e que centrais elétricas de países que abrigam bases americanas passariam a ser consideradas alvos.

  • Trump anunciou suspensão de cinco dias para os ataques.
  • O Irã negou qualquer contato com o presidente dos EUA.
  • A Guarda Revolucionária ameaçou retaliar contra a infraestrutura elétrica.
  • A União Europeia afirmou buscar canais diplomáticos para reduzir a tensão.

Qual foi a reação diplomática da União Europeia?

A alta representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, conversou por telefone com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, para discutir caminhos diplomáticos de redução da tensão no Oriente Médio. A informação foi divulgada em Bruxelas pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da UE, Anouar El Anouni.

Segundo o porta-voz, Kallas também manteve contatos com representantes da Turquia, do Catar e da Coreia do Sul. A União Europeia afirmou que essas conversas fazem parte de esforços contínuos para explorar vias diplomáticas e reiterou um apelo à desescalada, à máxima contenção e ao respeito ao direito internacional.

O que a UE destacou sobre o Estreito de Ormuz?

Ao comentar a ligação entre Kallas e Araqchi, El Anouni evitou detalhar o conteúdo das conversas em nível diplomático. Ainda assim, reforçou o entendimento europeu de que há necessidade urgente de garantir e reabrir o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte regional de energia e para a estabilidade do Oriente Médio.

Com isso, o episódio reúne versões conflitantes entre Washington e Teerã sobre a existência de contatos, ao mesmo tempo em que amplia a pressão internacional por uma saída diplomática para a crise. Até o momento, o quadro descrito pela reportagem original indica apenas uma suspensão temporária dos ataques anunciada pelos EUA, contestada pelo lado iraniano, sem confirmação de avanço concreto em negociações diretas.

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