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EUA proíbem importação de novos roteadores estrangeiros por risco à segurança cibernética

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Roteador sem fio de cor branca com antenas externas posicionado sobre uma superfície escura.
Foto: tedeytan / flickr (by-sa)

Os Estados Unidos anunciaram em 23 de março de 2026 a proibição da importação de novos modelos de roteadores fabricados no exterior, em uma medida adotada pela Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) sob a justificativa de preocupações com segurança cibernética. A decisão foi divulgada em meio a restrições já existentes sobre equipamentos chineses e, segundo o governo americano, busca reduzir riscos à infraestrutura crítica. De acordo com informações do G1 Economia, o principal alvo da medida é a China.

Para o Brasil, a medida serve como sinal do endurecimento regulatório dos EUA sobre equipamentos de telecomunicações e tecnologia ligados à segurança digital. Embora a decisão trate do mercado americano, movimentos desse tipo costumam repercutir no debate internacional sobre cadeias de fornecimento, cibersegurança e dependência de fabricantes estrangeiros.

O que motivou a decisão dos EUA sobre os roteadores?

Segundo a Reuters, uma análise convocada pela Casa Branca concluiu que roteadores importados representam “um grave risco de segurança cibernética que poderia ser aproveitado para interromper imediata e gravemente a infraestrutura crítica dos EUA”. A avaliação sustenta a decisão anunciada pela FCC, agência reguladora responsável por supervisionar comunicações no país, incluindo telecomunicações e radiodifusão.

Em seu comunicado, a agência também afirmou que agentes mal-intencionados exploraram brechas de segurança em roteadores fabricados no exterior para atacar residências, interromper redes, permitir espionagem e facilitar o roubo de propriedade intelectual. O texto menciona os ataques Volt, Flax e Salt Typhoon, atribuídos a grupos hackers chineses. Segundo a reportagem, o último caso teria permitido a invasão de sistemas de e-mail de assessores do Congresso dos Estados Unidos.

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“um grave risco de segurança cibernética que poderia ser aproveitado para interromper imediata e gravemente a infraestrutura crítica dos EUA.”

Quais aparelhos são afetados pela nova regra?

A determinação vale para novos modelos de roteadores fabricados no exterior e inclui uma isenção para equipamentos que o Pentágono considere não representar riscos inaceitáveis. A medida, portanto, não estabelece um bloqueio absoluto a todo e qualquer roteador estrangeiro, mas cria uma restrição com base em critérios de segurança definidos pelo governo americano.

Na prática, os principais pontos informados no texto são:

  • a proibição recai sobre novos modelos lançados a partir de agora;
  • modelos já existentes não são afetados;
  • o uso de aparelhos já em circulação permanece permitido;
  • há exceção para roteadores considerados aceitáveis pelo Pentágono.

Como os roteadores estão no centro da conexão de casas, empresas e serviços digitais, decisões desse tipo também são acompanhadas por mercados como o brasileiro, que dependem de cadeias globais de eletrônicos e de fornecedores internacionais de equipamentos de rede.

Como autoridades e empresas reagiram à medida?

Parlamentares americanos já vinham manifestando preocupação com roteadores fabricados na China. O deputado John Moolenaar, republicano pelo estado de Michigan, preside o comitê seleto da Câmara dos Representantes sobre a China e elogiou a decisão da FCC e do governo Trump. Segundo ele, os roteadores são essenciais para a conectividade e não deveriam ter tecnologia chinesa no centro da infraestrutura crítica do país.

“A tremenda decisão de hoje da FCC e do governo Trump protege nosso país contra os implacáveis ataques cibernéticos da China e deixa claro que esses dispositivos devem ser excluídos de nossa infraestrutura crítica”.

“Os roteadores são essenciais para manter todos nós conectados e não podemos permitir que a tecnologia chinesa esteja no centro disso.”

A Embaixada da China em Washington não comentou imediatamente, segundo a reportagem. Já a TP-Link Systems, citada no texto, foi processada em fevereiro pelo procurador-geral do Texas, Ken Paxton, sob acusação de comercializar roteadores de forma enganosa e permitir que Pequim acessasse dispositivos de consumidores americanos. A empresa, sediada na Califórnia e originada a partir de uma fabricante chinesa, afirmou que defenderia vigorosamente sua reputação.

A companhia também declarou que o governo chinês não tem qualquer forma de propriedade ou controle sobre a empresa, seus produtos ou os dados de usuários. Ainda segundo a Reuters, o governo Trump havia suspendido em fevereiro uma proposta de proibição das vendas domésticas de roteadores fabricados pela TP-Link. Em dezembro, a FCC já havia adotado regra semelhante para barrar a importação de novos modelos de drones chineses.

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